Opinião

Immanuel Wallerstein

O conflito no Afeganistão é uma guerra em que seja o que for que os Estados Unidos ou o presidente Obama façam agora, perdem. O país e o seu presidente estão numa situação de perfeito beco sem saída.

Mário Tomé

O PS está com maioria relativa, impossibilitado de governar como nos últimos quatro anos e meio, indiferente a tudo e todos excepto aos interesses do capital financeiro e da NATO.

Francisco Louçã

Ontem à noite, meia hora antes da reunião do grupo parlamentar do PS, a agência Lusa divulgou notícia de um anónimo dirigente da bancada indicando o voto contrário a todas as propostas que o Bloco de Esquerda traz ao parlamento para o combate à corrupção. Segundo se percebe pela imprensa, o governo manda votar contra por duas únicas razões.

Rui Tavares

Deixem-me contar-vos uma história. Pode ser que ao aceder à sua conta bancária na internet, caro leitor ou leitora, já tenha reparado na abreviatura SWIFT.

Álvaro Arranja

De um lado o partido da banca e dos offshores, do outro o partido que vai das grandes empresas da construção civil até aos sucateiros (sem descurar a banca). Eis o bloco central dos negócios, o rotativismo perfeito, a alternância dos interesses...

Natasha Nunes

A forma como o novo executivo vier a tratar o fenómeno da corrupção pode bem ser uma das medidas da sua estatura. Vier a tratar porque até agora tem destratado, logo tem sido conivente e, em consequência, co-responsabilizável pela ambiência de impunidade que, no que diz respeito à criminalidade económica, tem vindo a vigorar.

Jaime Pinho

Está a chegar ao fim a memorável batalha da classe docente contra o que parecia um exército invencível. Nunca um governo tinha mobilizado uma máquina tão violenta contra um grupo profissional! Valendo-se da maioria absoluta e do favorável contexto político e ideológico do neo-liberalismo triunfante, o governo absolutista de Sócrates atreveu-se a tratar os professores e professoras com uma estratégia de "choque e pavor". Um dos objectivos declarados era provocar uma redução de 40-50% nos salários em poucos anos!

Jorge Costa

No início de Novembro, depois de um ataque que matou cinco funcionários, foi decidida a retirada do Afeganistão de 600 pessoas, quase metade dos funcionários não-afegãos da ONU. Mas a "retirada" das Nações Unidas não começou agora.

Natasha Nunes

Alguma diferença se pressente, desde que terminou o ciclo eleitoral, no jeito de estar de José Sócrates: menos arrogância e menos prepotência, mais candura e afabilidade. Anda quase que meigo. Nunca falou tanto em diálogo e em consenso. Nem parece o mesmo José Sócrates que durante os últimos quatro anos governou impondo reformas, irresponsáveis e insensíveis, como, por exemplo, as do sector da educação e da saúde, impostas contra tudo e contra todos. A questão é que estas metamorfoses, de estilo, mais não são do que transformações acessórias porque, no essencial, no conteúdo, parece que vem ai mais do mesmo.

Immanuel Wallerstein

É suposto que as Olimpíadas modernas tenham dois objectivos: promover a paz em todo o mundo, através da competição não violenta que está acima da política, e exaltar os feitos atléticos. Sem dúvida que a maioria dos atletas entra na competição olímpica com o segundo objectivo em mente. Mas promover a paz parece ser quase a última coisa em que pensam os governos cujo apoio às estruturas atléticas nacionais sempre foi crucial para o sucesso dos seus participantes.

Jorge Costa

O aumento de votos e mandatos foi pequeno, contrastando com os recentes resultados de europeias e legislativas. O Bloco sempre disse que não se podem comparar eleições, mas ainda assim esperou-se mais.

Immanuel Wallerstein

O Irão está de volta à ribalta da diplomacia pública. O presidente Obama, junto com o primeiro-ministro Gordon Brown do Reino Unido e com o presidente Nicolas Sarkozy de França, realizou uma conferência de imprensa na qual pareceu dar ao Irão mais um ultimato: ou aceita as suas exigências, às quais chamou de exigências da "comunidade internacional", em Dezembro deste ano, ou enfrentará novas sanções. Obama disse que o Irão está "a quebrar as regras que todas as nações têm de seguir."