Cavaco Silva consegue passar entre os pingos da chuva com uma destreza (ou sorte) impressionante, como se se tratasse de uma espécie de ser transcendente que nunca se molha, nunca se suja, nunca se compromete.
O caso do BPN é exemplar do ponto de vista do papel estratégico que têm os off-shores na promoção da fraude e evasão fiscais, e também na protecção da criminalidade financeira.
Dois números hoje conhecidos atestam o estado da economia nacional e a forma como os portugueses antecipam o aumento dos impostos e descida dos salários que terão lugar daqui a menos de duas semanas.
Esta semana Manuel Alegre apresentou o seu compromisso eleitoral. Do de Cavaco nada sabemos. Mas sabemos o que fez e o que não diz. A escolha da esquerda é simples.
O ministro fala de "libertação de prisioneiros", como se estes repatriamentos fossem o final feliz da saga de Guantánamo, rodada também nas Lajes, gentilmente cedidas pelo nosso governo. Mas estas "libertações" já fizeram muitas vítimas.
Membros do UCK, o movimento separatista kosovar albanês do final dos anos 90, organizaram uma rede de tráfico de órgãos extraídos dos prisioneiros sérvios em 1999 e 2000.
Num país com mais de 600.000 desempregados, o Governo escolhe como sua política facilitar os despedimentos. É a tentativa de apagar um incêndio com gasolina.
Graças às mensagens diplomáticas publicadas pelo WikiLeaks recentemente, os Estados Unidos, o maior contaminador da história do planeta, está envolvido em "um negócio muito, muito sujo".