Um pouco por todo o país, os professores deram voz ao seu protesto e boicotaram a prova de avaliação. Se Nuno Crato estivesse verdadeiramente preocupado com a avaliação dos docentes, teria reconhecido que esta prova é impopular e não responde às reais necessidades do Ensino Público.
Nestas festas, os empregados de lojas como a Wal-Mart ou dos restaurantes de comida rápida, que recebem baixos salários, estão a lutar pelos seus direitos.
As reuniões do Conselho Europeu começam a parecer-se cada vez mais com reuniões de encontro de lobbies e respondem cada vez menos às necessidades dos povos europeus. Nesta última cimeira dos governos, deixaram entrar mais um lobby de peso: a indústria do armamento.
O bom liberal até “concorda” com a Administração Pública. Mas, tem de ser uma boa Administração Pública, e não uma má Administração Pública. Um quadro mental bastante profundo, portanto.
Para desviar a atenção da sua mudança de posição, do desastroso telefonema entre Seguro e Passos, da cedência do PS à agenda fiscal de PSD e CDS, o deputado João Galamba reedita uma boa parte do discurso da direita e aponta baterias contra o Bloco de Esquerda.
A prova a que alguns milhares de professores foram conduzidos, pelo meio da humilhação, amparados uns poucos pelos polícias de serviço, envergonhados a fugir das câmaras de televisão, é um retrato do ministro Nuno Crato.
Dia 18 de Dezembro 2013, entre as 8.30h e as 9h da manhã, em dezenas de escolas de todo o país aguardam-se concentrações de professores à porta, contra a famigerada prova/vexame aos professores contratados com menos de cinco anos de serviço.
Proteger os nossos recursos e as nossas riquezas não se compadece com a privatização do Mar. Aprender com a Noruega, na defesa dos seus recursos marinhos, pode ser um caminho.
Vagas de austeridade cumulativas estão a bloquear não só a democracia como um dos ascensores de mobilidade social – a igualdade – que ajudou a romper com séculos de sociedades fortemente estratificadas.