O país vai mal em termos de transparência municipal, a começar logo pela câmara liderada por António Costa. Lisboa está em 113º lugar no índice de transparência municipal, 36 pontos em 100.
Tenho raiva quando vejo, semana a semana, cada vez menos envergonhada, cada vez mais “naturalizada”, crescer a fila para a sopa quente e solidária. Mas é na escola que sinto o maior desafio.
Com um ar inocente de quem não parte um prato, sorriso aberto, deferente e reverente, a ministra, sentadinha ao lado de Schäuble, protagonizou mais uma cena macaca e vexatória para o Portugal amarfanhado do tempo que corre. Tempo penoso.
A questão decisiva é qual é que será a atitude do governo grego nas negociações de junho. Se a estratégia de ganhar tempo serve para este pequeno prolongamento e para uma resposta de curto prazo à emergência social, em junho a discussão será outra.
Para a Grécia, ganhar tempo pode ser útil. Mas o tempo tem um preço: em junho, no fim do acordo, ou a Grécia estabelece um novo programa de austeridade ou pedirá financiamento nos mercados, se não tiver uma alternativa de redução substancial e imediata do serviço da dívida.
“Então borracho, o que te apetece fazer?” “São 40 euros.” 30 estão já destinados ao malandro que lhe dá guarida. R. levanta a curta saia que veste e fecha os olhos. Já não dói, como das primeiras vezes, e agora raramente lhe batem.
O título que dou a este artigo de opinião é, no mínimo, suave, tratando-se de classificar a chantagem que os países do Euro estão a fazer sobre a Grécia.