Não vivemos uma repetição da Guerra Fria, mas um conflito político-diplomático limitado ao espaço euro-atlântico, e não com dimensões globais, como ocorreu entre 1947 e 1991.
A humilhação da Grécia, a punição da escolha democrática do seu povo são a evidência de que a preservação da democracia impõe agora um confronto claro com a ordem europeia vigente.
Lembrei-me das entusiasmadas palavras do primeiro-ministro, que apregoava o novo e saudável modelo económico português, assente na justiça social, e livre do endividamento, a propósito de duas pequenas notícias que saíram a semana passada.
Vários quadrantes têm procurado encontrar razões que expliquem a natureza limitada da crise do sistema político português quando comparada com o caso grego ou espanhol. Essa crise em Portugal é uma realidade, só que ela para já exprime-se de uma outra forma.
Face a um pré-aviso de greve que iria contribuir para que os trabalhadores do Metro e da Carris convergissem na mesma forma de luta, a Fectrans considerou que a decisão do Sitra de entregar um pré-aviso de motu proprio era um “ultimato” que não podia aceitar. Esta atitude revela um sectarismo doentio.
25 de abril de 2014. Cravo ao peito, pressa no andar, mas apenas uma tímida sombra de esperança de que algo poderia mudar, que alguma vez o povo voltaria a unir-se para se reclamar e se conquistar.
Os aumentos de impostos não são para todos. Nesta sexta-feira, serão discutidas e votadas na Assembleia da República novas propostas do Bloco de Esquerda sobre este tema.