Enquanto há tempo, continua a contagem indecisa entre democratas e fascistas. Quando se volta a falar na decisão nuclear, mais importante seria entender que nuclear é a decisão.
Mais do que inaceitável, esta situação configura uma vergonha nacional: a de um Portugal migrante que abandona os seus filhos mais frágeis e indefesos.
Escrevo de Bruxelas, onde hoje ocorreram atentados terroristas hediondos. Perdoem-me a crueza das palavras, mas escrevo de Bruxelas como tenho escrito de tantos lugares onde todos os dias morrem pessoas vítimas do terrorismo.
Ainda se lembra da Coligação Portugal à Frente (PAF)? O compromisso eleitoral, como podemos ler, era farto em promessas de uma "exemplaridade" política.
Se Miguel Albuquerque nem consegue convencer o seu partido em Lisboa a aprovar as medidas que ele defende para a Madeira, vai convencer quem? Que força tem para negociar com o governo de Costa e com Bruxelas?
Considerando o compromisso prestado pelo Presidente da República empossado, facilmente se explica que, à luz da Constituição, se possa optar por não aplaudir e até por criticar o discurso de seguida proferido.
Estive recentemente num debate sobre a Parceria Transatlântica (vulgo TTIP ou T-TIP) que juntou três personalidades de diferentes áreas, todos eles defendendo as virtudes do acordo entre os Estados Unidos e a Europa.
O que a direita prepara é um golpe “constitucional” para derrubar o governo mantendo o regime. Mas denunciar estes golpistas não significa dar o apoio a uma presidente e uma política que fraudaram as expectativas nelas depositadas.