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Praxes proibidas no politécnico de Viseu

Praxes proibidas no politécnico de ViseuA decisão publicada no despacho de 30 de Outubro proíbe as praxes académicas nos edifícios e espaços envolventes das escolas da instituição. Segundo o presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), Fernando Sebastião, a decisão fundamenta-se com as recomendações do Ministro da Ciência, da Tecnologia e do Ensino Superior, e com as notícias recentes que dão conta da existência de alegados “negócios lucrativos” de membros do Conselho de Viriato com os bares para onde levam os caloiros.

Segundo Fernando Sebastião, as denúncias envolvendo a presidência do Conselho de Viriato, que estaria a lucrar à conta dos caloiros, facto que inclusive levou a Associação Académica a suspender a praxe, pesaram na decisão. O próprio Ministro teria encaminhado cópias das notícias e demonstrado preocupação com a situação.

Sem comentar a decisão, o presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Viseu, Rafael Guimarães, limitou-se a recordar que outras escolas já proíbem a praxe, nomeadamente a Superior de Tecnologia e a de Tecnologia e Gestão de Lamego.Sabe-se que tais medidas não coíbem a continuidade dos abusos cometidos durante as praxes, visto que são limitadas ao perímetro destas instituições.

Vale lembrar que neste ano o Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros foi condenado a pagar indemnização de 38 mil euros a Ana Sofia Damião, na sequência de um processo em que a aluna exigia o reconhecimento da responsabilidade do Instituto nos factos relacionados com a praxe a que foi sujeita. Em outro processo a Univ. Lusíada de Famalicão foi condenada a pagar 90 mil euros à família do estudante morto em 2001 durante a praxe.

Ler mais: As violências da praxe e Univ. Lusíada condenada em tribunal e Praxe: Tribunal condena Piaget a pagar 38 mil euros

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