O secretário-geral da ONU, BanKi-moon, anunciou que as Nações Unidas vão criarum grupo de emergência para apresentar soluçõescoordenadas face à crise provocada pelo aumento dos preçosdos alimentos no mercado internacional. Os preços de alimentoscomo arroz, grãos, óleo e açúcar estãopelo menos 50% mais altos do que há um ano. A ONU estima que100 milhões de pessoas já foram atingidas pela recenteescalada de preços em todo o mundo, e o Programa Mundial deAlimentos diz que vai precisar de mais U$ 755 milhões este anosó para atender às pessoas que precisam de ajuda.
"Consideramos que a dramáticaescalada dos preços dos alimentos transformou-se num desafiosem precedentes de proporções globais, atingindo aspessoas mais vulneráveis, incluindo os pobres que vivem emcentros urbanos", diz o comunicado da ONU.
Ban Ki-Moon advertiu que o mundoenfrenta o risco de fome generalizada, de problemas relacionados coma má nutrição e de distúrbios sociais.
Estiveram reunidos em Berna, durantedois dias, representantes do Programa Mundial de Alimentos da ONU(WFP), do Fundo das Nações Unidas para Agricultura eAlimentação (FAO), e de outras 20 agências daONU, além dos presidentes do Banco Mundial, Robert Zoellick, eda Organização Mundial do Comércio (OMC), PascalLamy.
O grupo de crise vai estudar medidas deemergência e de longo prazo para combater a crise.
O Banco Mundial anunciou que vaiduplicar os empréstimos para a produção agrícolana África em 2009. Por outro lado, Robert Zoellick, presidentedo Banco Mundial, alertou os países para evitarem medidas comoa suspensão de exportações de alimentos, jáque a criação de stocks pode elevar ainda mais ospreços.
A crise alimentar já causou fomee motins nalguns países pobres, como o Haiti, e tambémaçambarcamentos. Na semana passada, a maior cadeia dedistribuição dos EUA, a Wall Mart, limitou a quantidadede arroz que cada cliente pode comprar de cada vez que se desloca àslojas.
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