Bloco pede explicações à ERC sobre agressão a jornalista do DN Madeira

09 de novembro 2010 - 17:06

O deputado do Bloco na Assembleia Regional da Madeira, Roberto Almada, já repudiou o acontecimento que envolve o presidente do Marítimo, considerando-o reflexo de instigações e “apelos à revolta contra o Diário” lançados por Alberto João Jardim.

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Foto do braço do jornalista agredido pelo Presidente do Marítimo. Foto DN-Madeira.

Na sequência dos acontecimentos desta manhã na Madeira – o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, agrediu o jornalista Marco Freitas, do “Diário de Notícias da Madeira” (DNMadeira), durante o treino matinal do clube de futebol – o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda decidiu requerer à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) informações sobre a forma como o clube de futebol lida com a comunicação social e solicitou ainda indicações sobre a abertura de processos de casos de agressão a jornalistas da Região Autónoma da Madeira.

O requerimento, assinado pela deputada Catarina Martins, pede ainda ao regulador indicações sobre a abertura de processos relativos a casos de agressão a jornalistas que trabalham em órgãos de comunicação social da Região Autónoma.

Embora o Bloco considere que a situação desta manhã configura sobretudo um caso de polícia, não deixam igualmente de notar que a agressão “lança questões relativas às condições do exercício da liberdade de imprensa e do pluralismo” na Madeira, às quais a ERC “não pode ficar indiferente”.

Sublinhando que o DNMadeira é “um dos alvos principais” do Governo Regional, o Bloco nota que a agressão desta manhã surge “na sequência de declarações públicas de Alberto João Jardim apelando aos adeptos do Marítimo ‘à revolta contra o Diário’, afirmações irresponsáveis e de instigação à violência que não podem deixar de ser veementemente condenadas”.

Para o Bloco, a agressão a Marco Freitas “assinala a escalada de uma política de intimidação aos jornalistas e o isolamento do DNMadeira”.

Marco Freitas foi agredido quando assistia ao treino matinal do Marítimo, no Complexo Desportivo em Santo António. O presidente do Marítimo dirigiu-se ao jornalista em tom agressivo e acabou por apertar-lhe o pescoço. O jornalista, que teve de receber assistência médica, já apresentou queixa na PSP.

Bloco de Esquerda - Madeira solidariza-se com o jornalista agredido

Além disto, o Bloco Madeira já manifestou publicamente o seu “mais veemente repúdio” pela agressão de que foi vítima o jornalista Marco Freitas e apresentou na Assembleia Legislativa um voto nesse sentido.

Roberto Almada, deputado do Bloco na Assembleia Regional considera que o acontecimento “configura um inaceitável atentado aos direitos dos jornalistas e mais não é que o reflexo de algumas instigações e “apelos à revolta contra o Diário” lançados pelo Presidente do Governo Regional, no passado dia 29 de Setembro, em frente a uma plateia de crianças e noutras ocasiões perante os adeptos maritimistas.

Roberto Almada exige também que o Governo Regional, accionista do CS Marítimo, se distancie desta agressão e repudie tal comportamento “sob pena de ser cúmplice do agressor”.