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“Transportes devem continuar gratuitos enquanto durar restrição de movimentos”

Com a população a receber instruções para não sair de casa, o Bloco entende que não há razão para penalizar ainda mais os trabalhadores de serviços essenciais, que na sua maioria auferem baixos salários.
Metro de Lisboa
Foto Paulete Matos.

O Bloco de Esquerda questionou o governo sobre o que pretende fazer quanto à anunciada intenção de algumas operadoras de transporte de cobrarem o passe social e os títulos de transporte no próximo mês de abril.

Para além das operadoras terem reduzido a oferta e dispensado a compra e validação dos títulos de transporte, para evitar o risco de contágio da Covid-19, a grande maioria da população que adquiriu o passe em março e depois se viu obrigada a permanecer em casa “viu, pelo menos, metade do mês inutilizado do seu título de transporte”, sublinha a deputada bloquista Isabel Pires.

“Num momento em que se pede à população que fique em casa, continua a ser pertinente olhar para o transporte público como a única forma que muitos e muitas têm para se deslocar ao trabalho ou em deslocações de necessidade impreterível”, prossegue a deputada. Os trabalhadores que cumprem esses serviços essenciais à população ficam naturalmente mais expostos ao contágio e muitas vezes auferem salários baixos, pelo que esta intenção das operadoras corresponde a uma tripla penalização a quem continua a sair de casa para manter o país a funcionar.

Nesse sentido, o Bloco propõe que a gratuitidade dos transportes públicos se mantenha enquanto estiverem em vigor as medidas restritivas de contenção e mitigação da pandemia.

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