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Trabalhadores da limpeza dos aviões da TAP voltam a protestar contra despedimentos

A multinacional dinamarquesa ISS Facility Services quer despedir 116 trabalhadores após beneficiar de apoios no âmbito do lay-off simplificado. Novo protesto está marcado para 9 de dezembro.
Protesto dos trabalhadores despedidos da ISS. Foto do STAD.
Protesto dos trabalhadores despedidos da ISS. Foto do STAD.

A multinacional dinamarquesa ISS Facility Services, empresa que limpa os aviões da TAP no aeroporto de Lisboa, vai proceder aos despedimento coletivo de 116 trabalhadores. Depois de terem tentado dialogar com a administração em quatro reuniões e das suas propostas terem sido inviabilizadas, os trabalhadores voltam às ruas numa manifestação no próximo dia 9.

O STAD, Sindicato dos Trabalhadores de Atividades Diversas, considera o despedimento “inaceitável” e uma “injustiça”. À Lusa, Vivalda Silva, a sua coordenadora, explica que nem sequer as propostas sobre as indemnizações foram aceites pela administração da empresa. Os trabalhadores pretendiam que para o cálculo das indemnizações contasse não só o salário base, de 640 euros, mas também os subsídios de turno que acrescentavam mais entre 200 a 400 euros ao seu vencimento. Isso "para alguns trabalhadores pode significar menos 5.000 euros”, contabiliza Vivalda Silva. Por isso, o sindicato aconselha que os trabalhadores não aceitem os termos do despedimento coletivo e o impugnem.

A estes trabalhadores vão juntar-se outros que também prestavam serviços no aeroporto de Lisboa: os trabalhadores da Securitas que estão a sofrer também um processo de despedimento coletivo. Ambas as empresas tiveram apoio do Estado no âmbito do regime de lay-off simplificado.

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