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"Sem-abrigo têm de conseguir renovar o RSI"

Catarina Martins foi convidada pela associação "Saber Compreender" para uma ação de contacto com a população sem-abrigo nas ruas do Porto e falou sobre as propostas do Bloco para esta população.
José Soeiro e Catarina Martins numa ação no Porto de contacto com cidadãos sem-abrigo, a convite da "Associação Saber Compreender", foto de Octávio Passos/Lusa.

Catarina Martins e José Soeiro foram convidados pela associação "Saber Compreender" para uma ação de contacto com a população sem-abrigo nas ruas do Porto. As associações de sem-abrigo do Porto estiveram numa audição na Assembleia da República a convite do Bloco e nessa altura disseram a Catarina que "agora estava na altura de irmos ter com eles onde estavam todos os dias a trabalhar".

A associação "Saber Compreender" é especial na medida em que é composta por pessoas que já foram sem-abrigo e agora ajudam outas que ainda o são. "A política nunca se faz se regra e esquadro, tem de ser a ouvir as pessoas, a perceber o que se passa, para termos soluções para responder efetivamente à sua realidade", afirmou Catarina Martins.

O Bloco apresentou três especialmente destinadas à população de sem-abrigo, que foram apresentadas durante a ação de rua pela porta-voz do Bloco. Em primeiro lugar, foi aprovado um projeto de resolução para ser reativada a "Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas Sem-Abrigo".

Em segundo lugar, foi posta uma norma no Orçamento do Estado para a renovação do Rendimento Social de Inserção (RSI) ser automática. "Para que quem não tem uma casa, não tem uma morada não ficar sem rendimento por não ter recebido a carta", explicou Catarina. "Estamos a falar de pessoas que tudo o que têm para viver são 180€, que não têm um teto, que não têm nada. Aquilo que deveria ser um apoio para quem está mais frágil depois não pode ter regras de acesso que retira a possibilidade de quem não tem uma casa fazer essa renovação", prosseguiu a dirigente bloquista.

Por último, o Bloco propôs que a Comissão Parlamentar que trata destes assuntos faça uma audição com as associações de todo o país que lidam com a situação das pessoas sem-abrigo. Esta audição já tem data marcada para dia 17 de maio. "Vamos dar a voz às pessoas que estão no terreno, para elas dizerem o que lhes falta, do que precisam", concluiu Catarina Martins.

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