Vladimir Putin anunciou o início de uma operação militar russa no interior do território ucraniano. O pretexto utilizado foi o mesmo a que tinha recorrido para reconhecer a independência das duas repúblicas separatista de Donbass: a proteção dos civis russófonos na região, nomeadamente em Donetsk e Lugansk. O envio de uma "força de manutenção de paz" tinha já sido feito então.
Neste novo discurso, o presidente russo acrescentou que se trata de uma resposta a ameaças de "genocídio", culpando os ucranianos e que a invasão não tem como objetivo “a ocupação” mas a “desmilitarização”. Ameaçou ainda qualquer resposta militar de outros países com “consequências que eles nunca viram” e reiterou a exigência de que Ucrânia não seja integrada na Nato.
Depois disso, houve notícias de bombardeamentos em várias cidades. Estes foram confirmados pelo exército russo em comunicado referido pela agência noticiosa russa TASS que alegou estar a usar "armas de alta precisão" e apenas a atacar "infraestrutura militar, instalações de defesa aérea, aeródromos militares e aviação das Forças Armadas da Ucrânia" para a inutilizar. Zelensky, o presidente ucraniano, também confirmou "ataques contra a nossa infraestrutura militar e postos fronteiriços” e impôs a lei marcial.
Para além das cidades fronteiriças, também houve notícia de duas explosões em Kiev, a capital da Ucrânia, segundo a AFP. Mariupol, cidade do leste da Ucrânia, foi alvo de bombardeamentos de artilharia.
Num primeiro balanço, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano contabilizou oito mortes e cerca de uma dezena de feridos.