Desde o início da implementação das medidas de combate à pandemia, em março, o preço da fruta subiu 19,8%, de acordo com cálculos do Jornal de Notícias/Dinheiro Vivo. As contas foram baseadas nos dados do índice de preços no consumidor de outubro elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística.
Estes órgãos de comunicação social questionaram o INE sobre esta variação, tendo o organismo responsável pela elaboração das estatísticas esclarecido que “devido à sazonalidade existente nos preços da fruta é habitual o Índice de Preços no Consumidor desta categoria ser superior em outubro face a fevereiro/março. Contudo, em 2020 verificou-se um aumento mais forte que nos anos anteriores."
Também o aumento de preços, apesar de ser generalizado na categoria das frutas, não é igual em todas elas. O INE acrescenta que os “aumentos mais significativos” ocorreram nos citrinos, “em todas as regiões do país”. Comparado com o mesmo mês do ano passado, o aumento é de 16,4%.
Os produtos alimentares não transformados, como os frescos, também registaram uma variação homóloga de 4,5% em outubro. A subida relativamente ao período anterior à chegada da Covid-19 foi 2,6%.
Estas subidas de preços não são suficientes para aumentar a inflação em geral. Esta continua negativa. O mesmo índice assinala uma variação homóloga de -0,1%.