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Portugal tem 35 mil idosos a viver em lares ilegais

O número é da associação de empresas do setor. A Segurança Social diz que está a decorrer uma operação de identificação das situações clandestinas.
Lar de idosos. Foto de Paulete Matos.
Lar de idosos. Foto de Paulete Matos.

Segundo avança esta quarta-feira o Jornal de Notícias, a Associação de Apoio Domiciliário, de Lares e Casas de Repouso de Idosos (ALI) contabiliza 3500 lares ilegais no país. Estes alojarão cerca de 35 mil pessoas.

A associação empresarial apresenta os lares clandestinos como um risco que pode tornar-se “um grave problema de saúde pública”. Têm preços mais baixos mas faltam-lhe pessoal com formação, equipamentos, planos de segurança. Ou melhor, considera a ALI, têm preços mais baixos precisamente porque não têm de cumprir requisitos. Estima-se que as mensalidades de um lar clandestino rondem os 500/600 euros, num lar privado serão o dobro.

Estes lares também não são inspecionados por nenhuma estrutura pública. E, numa altura em que a pandemia do novo coronavírus atinge particularmente os lares de idosos, a existência de infraestruturas deste tipo levanta preocupações acrescidas.

João Ferreira de Almeida, presidente da ALI, diz ao JN que “as casas clandestinas são normalmente um risco ainda pior, porque são estruturas muito incipientes, com pouco conhecimento técnico, sem formação e com poucos meios pessoal e equipamento”.

Por sua vez, a Segurança Social diz que está a decorrer uma operação com vista à identificação destas situações. Ao Jornal de Notícias, a entidade pública responde que “sendo por definição uma atividade ilegal, não existe conhecimento do total de equipamentos ilegais a funcionar” e que quando “tem conhecimento dos casos em que intervém/fiscaliza”, mas há um estudo que permite "avançar com estimativas”.

No terreno, a entidade que fiscaliza os lares no país assegura que trabalha com Câmaras, Proteção Civil entre outras instituições para “salvaguardar a proteção dos idosos, dos trabalhadores e restante comunidade”.

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