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ONU lança apelo para enfrentar a maior crise humanitária do século

As Nações Unidas vão necessitar de 20,9 mil milhões de euros em 2017 para socorrer 93 milhões de pessoas vítimas da maior crise humanitária desde a II Guerra Mundial.
Segundo a ONU, há 128 milhões de pessoas afetadas por conflitos e deslocações forçadas. Foto África Urgente
Segundo a ONU, há 128 milhões de pessoas afetadas por conflitos e deslocações forçadas. Foto África Urgente

O vice-secretário-geral das Nações Unidas para as questões humanitárias e coordenador do auxílio de emergência da ONU, Stephen O’Brien, afirmou no durante o lançamento da Global Humanitarian Overview 2017, em Genebra, que “a escala das crises humanitárias é agora maior do que em qualquer momento desde a fundação das Nações Unidas”, tendo acrescentado: “Não temos memória de haver tantas pessoas a precisar do nosso apoio e solidariedade para sobreviver e viver em segurança e com dignidade”.

“Os nossos planos para responder às necessidades das pessoas estão prontos. São investimentos eficazes e eficientes – a melhor forma de ajudar agora aqueles que necessitam de ajuda”, sublinhou aquele responsável citado pelo comunicado da ONU.

“O financiamento destes planos irá traduzir-se em ajuda alimentar a pessoas que estão em risco de morrer à fome na Bacia do Lago do Chade e do Sudão do Sul; dará protecção às pessoas mais vulneráveis na Síria, Iraque e Iémen; garantindo ainda a educação às crianças que viram a sua escolaridade interrompida pelo El Niño”, sublinhou.

“Há cada vez pessoas a necessitar de ajuda”

As necessidades das Nações Unidas têm vindo a aumentar crescem todos os anos, tal como os seus apelos de donativos.

Em 1992, no primeiro apelo que reuniu as várias agências, foram pedidos 2,7 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros), notícia agência France Press.

“Cada vez mais pessoas necessitam de ajuda humanitária, porque as crises duram cada vez mais tempo”, disse O’Brien, tendo ainda adiantado que, “com as alterações climáticas, as catástrofes naturais irão torna-se cada vez mais frequentes, mais violentas e mais severas”.

As Nações Unidas sublinham que o impacto das secas, inundações e fenómenos climatéricos extremos “empurram as comunidades vulneráveis para o limite da sobrevivência”.

Neste momento, estima-se que mais de 128 milhões de pessoas sejam afectadas por conflitos, deslocações forçadas, desastres naturais e situações de profunda vulnerabilidade. O valor que as Nações Unidas necessitam destinam-se a responder às necessidades dos 93 milhões que constituem as populações mais vulneráveis e marginalizadas.

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