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O que diz a ciência? Publicações sobre Covid-19 com acesso livre na internet

Os estudos sobre o novo coronavírus estão acessíveis ao público nas principais revistas de referência. Em Portugal, a FCT abriu uma linha de financiamento à investigação.
Microbiólogo
Microbiólogo no Pennsylvania Department of Health Bureau of Laboratories. Foto Tom Wolf/Flickr

A corrida para travar a pandemia e conhecer melhor a ameaça que está a paralisar o mundo obriga a juntar esforços e a partilhar o conhecimento. As publicações de referência de divulgação científica decidiram abrir o acesso ao público de todos os papers de investigação sobre o novo coronavírus.

É o caso do New England Journal of Medicine, o BMJ (antigo British Journal of Medicine), a Lancet, o Journal of the American Medical Association (JAMA), a UpToDate, EBSCO e a Cochrane Library.

Em meados de março foi criada uma base de dados com mais de 24 mil artigos científicos de publicações revistas pelos pares e de fontes como a bioRvix e medRvix, onde se publicam trabalhos ainda antes da fase de revisão. O trabalho de recolha partiu da iniciativa do gabinete de Ciência e Tecnologia da administração norte-americana e contou com a colaboração da National Library of Medicine, da Microsoft e do Allen Institute for Artificial Intelligence

FCT abre linha de apoio para projetos de investigação

Na terça-feira, a Fundação para a Ciência e Tecnologia anunciou a abertura de uma linha de financiamento excecional, o “Research 4 Covid-19” para apoiar projetos e iniciativas de investigação e desenvolvimento “já em curso ou a desenvolver  e que respondam às necessidades do Serviço Nacional de Saúde”.

O primeiro prazo de candidatura termina no próximo dia 5 de abril e o resultado será comunicado até 20 de abril. O financiamento de cada projeto será até 30 mil euros, “para além dos recursos próprios associados a reorientação de equipas e atividades de I&D em curso nas unidades de I&D apoiadas pela FCT”.

O apoio é dirigido a “unidades de I&D das instituições do ensino superior e seus institutos, Laboratórios do Estado e outras instituições públicas de investigação, sociedades científicas ou associações científicas sem fins lucrativos, Instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, que poderão apresentar propostas individualmente ou em parceria, sendo obrigatória a participação de serviços e entidades prestadoras de cuidados de saúde”. 

Ainda segundo a FCT, estes projetos podem considerar “novas ferramentas de prevenção, desenvolvimento terapêutico, métodos de diagnóstico, estudos clínicos e epidemiológicos, assim como atividades de I&D que incluam uma componente sociocultural e ações de promoção de uma sociedade resiliente com capacidade de enfrentar o atual contexto de incerteza em que vivemos, sobretudo na população mais idosa e em grupos de maior risco”.

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