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Linhas do Vouga e de Cascais são as que estão em pior estado

Relatório do regulador aponta insatisfação dos operadores ferroviários. Linha da Beira Alta vai sofrer requalificação, mas não vai melhorar a velocidade dos comboios.
Estação ferroviária de Peso da Régua
Peso da Régua | Foto de Diego Garcia

A Autoridade da Mobilidade dos Transportes (AMT) elaborou um relatório com base numa consulta aos utilizadores do sistema ferroviários e comprovou que existe uma insatisfação generalizada com o serviço e com a infraestrutura, informa o jornal Público.

Os operadores referem que a sua visão negativa é relativa às “condições e estado da via”. Um inquérito realizado no terceiro trimestre de 2019 revelou que a degradação piorou nos últimos dois anos.

O inquérito realizado a 16 linhas da rede ferroviária nacional, classificadas numa escala de 1 a 4, mostra que as linhas do Vouga e de Cascais são as que revelam maior insatisfação da CP, a única que lá presta serviço. Ambas as linhas têm uma classificação de 1 valor, seguida pela linha do Norte com 1,7, mas que também é utilizada pela Medway e Takargo.

As linhas que receberam maior pontuação por parte dos operadores foram as linhas de Sintra e Cintura, com 2,7, antecedidas pelas linhas de Sines e Vendas Novas, com 2,5, estas só utilizadas por empresas de mercadorias.

Segundo o regulador, “a insatisfação com a via foi transversal a todos os operadores”, sendo que a CP e a Fertagus criticaram o estado de modernização da rede, enquanto que a Medway e a Takargo foi “a desadequação das velocidades e cargas máximas às necessidades da empresa, bem como o grau de disponibilização de equipamento de segurança”.

Relativamente à segurança, o relatório refere que “tem em conta a degradação das condições de circulação em inúmeros troços, e tendo os operadores identificado os precursores de acidente, os mesmos não terão sido corrigidos pela Infraestruturas de Portugal (IP) no âmbito da sua função de manutenção”.

Os operadores criticam ainda a IP, responsável pela rede nacional ferroviária, por ter uma “portagem ferroviária”.

Linha da Beira vai ser requalificada, mas os comboios não vão circular mais depressa

Uma notícia do Interior do Avesso, que cita o jornal do Público, refere que as obras previstas na Linha da Beira Alta vão demorar 9 meses e depois a linha reabrirá com o mesmo traçado. A requalificação será dirigida ao nível da modernização do sistema de sinalização e telecomunicações, tal como em alguns pontos de cruzamento, para permitir maior fluidez aos comboios de mercadorias com 740 metros.

O documento Ferrovia 2020 aponta que o investimento vai permitir a “recuperação dos tempos de trajeto dos serviços de passageiros de longo curso”. Isto significa que a velocidade dos comboios apenas irá aumentar até aos valores que tinham anteriormente a ser reduzida, devido à degradação da via.

O investimento vai representar um valor de 550 mil euros, mas as obras já deveriam ter começado em 2018 e concluídas em dezembro de 2019.

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