You are here

“Linha SNS 24 não deve ser explorada por entidades privadas”

Face às dificuldades no acesso à linha telefónica de contacto com o SNS, o deputado bloquista Moisés Ferreira defende a gestão pública e também a sua gratuitidade. Bloco vai adaptar agenda pública às indicações da DGS.

O aumento da procura da Linha SNS 24 levou a atrasos e muitas chamadas perdidas nos últimos dias. Em declarações ao Público, o deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira defendeu que “a Linha SNS 24 não deve ser explorada por entidades privadas, deve ser explorada no dia-a-dia pelo SNS”.

Para o deputado do Bloco, isso traria “maior flexibilidade de resposta à linha”, num momento em que é necessário um reforço significativo de profissionais, "que tem de ser feito pelo SNS e pelo Ministério da Saúde”. “Não podemos estar a depender de um privado e de alguma renegociação contratual com o privado para fazer esse reforço”, contrapôs.

Por outro lado, o preço cobrado pela chamada também pode ser um entrave ao acesso ao aconselhamento através desta linha telefónica. Por exemplo,  “alguém que não tenha saldo disponível pode ficar privado de telefonar à Linha SNS 24”, concluiu Moisés Ferreira.

Bloco adia iniciativas públicas das próximas semanas

Seguindo as indicações das autoridades de saúde, o Bloco de Esquerda vai adiar as iniciativas públicas que mobilizam um número significativo de aderentes nas próximas semanas. É o caso do Encontro +60, previsto para 28 de março e que será adiado para data a anunciar.

Outras iniciativas políticas previstas para locais com grande concentração de pessoas, como feiras, mercados ou transportes, irão igualmente ser adiadas pelo menos até ao final do mês, consoante as indicações e recomendações da Direção Geral de Saúde.

Termos relacionados Covid-19, Política
(...)