Chegou ao conhecimento do grupo parlamentar do Bloco uma queixa sobre o facto de o Hospital de Cascais se negar a realizar exames a utentes com ADSE, argumentando que, uma vez que possuem o subsistema de saúde, devem escolher outro sítio, convencionado com a ADSE, onde fazer esses mesmos exames.
Esta não é a primeira vez que o Hospital de Cascais é alvo de queixas. Este estabelecimento de saúde, neste momento gerido pelo grupo Lusíadas Saúde, já tem sido alvo de polémica e está a ser alvo de investigação pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e pelo Ministério Público pela alegada manipulação de indicadores.
Para o Bloco, “esta é mais uma situação inaceitável na qual a PPP gerida pela Lusíadas Saúde parece não conhecer os direitos dos cidadãos que diz servir, o que é grave, ou então está deliberadamente a recusar a realização de exames e a negar serviços à população, o que é ainda mais grave”.
“Uma vez que qualquer utente, mesmo beneficiando de um subsistema de saúde, pode aceder ao SNS (este sim, é que é o sistema universal) é importante que se averiguem estas prática e se perceba se é um caso isolado, e se sim, deve ser imediatamente resolvido, ou se é prática recorrente e quem é que definiu este modelo errado como estratégia do hospital”, escreve o deputado Moisés Ferreira.
O dirigente bloquista defende ainda que é “importante lembrar que este tipo de práticas em nada servem os cuidados de saúde prestados à população e que a Lusíadas Saúde demasiadas vezes é alvo de acusações de práticas dúbias e que colocam em risco o bom funcionamento do Serviço Nacional de Saúde”.
“É, por isso, urgente que o Hospital de Cascais, e outros, regressem à esfera pública como defende o Bloco de Esquerda”, remata.