You are here

Greve Feminista convocada para o dia 8 de março

A greve é convocada pela plataforma “Greve Feminista Internacional”, que reúne coletivos e associações do feminismo interseccional. Haverá manifestação online e manifestações de rua em Lisboa e no Porto.
Foto de A Coletiva/Facebook

Na próxima segunda-feira, dia 8 de março, Dia Internacional dos Direitos das Mulheres, a plataforma “Greve Feminista Internacional” convoca uma greve feminista. Esta plataforma, que reúne coletivos e associações do feminismo interseccional afirma, em comunicado, que “a crise sanitária nos impôs restrições por razões de saúde pública, mas nas nossas vidas não existe tempo, nem lugar de espera, porque as violências, discriminações e desigualdades múltiplas já existentes, se multiplicaram e aprofundaram”.

No dia 7 de março, às 23h59, serão lançadas as contas nas redes sociais da plataforma (@grevefeminista) assim como o site grevefeminista.pt, o que dará início à manifestação online “Greve Feminista 2021”.

Além destes lançamentos a “Greve Feminista Internacional" irá divulgar um 'kit manifestação' para que “todas as pessoas possam participar ativamente da Greve Feminista e manifestar-se como bem entenderem - tirar uma foto com um cartaz, sentadas no sofá, colocar algo à janela, ligar umas colunas ao computador para transmitir a nossa emissão live para toda a vizinhança, cantar, dançar - as manifestações não têm só uma forma, não são estanques, a performatividade e criatividade não devem ter limites, apelamos à partilha das fotos e vídeos nas redes sociais, identificando as nossas páginas e utilizando os hashtags #grevefeminista2021 e #8marco2021”.

Também haverá lugar à ocupação do espaço público, na Praça Luís de Camões, em Lisboa, e na Praça do Marquês, no Porto, a partir das 16:30. A organização fará uma emissão em direto destas concentrações, no seu canal Youtube “Greve Feminista PT", e ressalva que “as indicações de saúde pública serão incentivadas através da equipa de cuidados - equipa que distribuirá álcool gel, máscaras e irá garantir o distanciamento físico entre pessoas”.

“Esta crise sanitária, que já é crise social e económica, só se tende a agravar - todos os estudos indicam que o impacto na vida das mulheres é enorme, porque ocupamos um espaço que desde sempre é desigual. Esta crise veio visibilizar e intensificar os problemas e desigualdades já existentes na sociedade e que mostram a falência do sistema - capitalista, racista, capacitista e patriarcal” acrescenta o comunicado enviado.

Transcendendo o sentido tradicional de greve, a Greve Feminista apresenta-se como uma greve social, onde o reconhecimento do trabalho reprodutivo como trabalho é essencial.

A palataforma acrescenta que esta é "uma greve que coloca a vida no centro, reclamando a valorização do trabalho de cuidados e doméstico - trabalho este desvalorizado aos olhos da sociedade, executado maioritariamente por mulheres (90%), mas imprescindível para a sobrevivência de todas e todos nós". 

Termos relacionados Sociedade
(...)