A administração dos EUA proibiu as agências governamentais de comprarem equipamentos à Huawei, empresa chinesa. Assim, implementou uma medida do Congresso que considera as empresas chinesas uma ameaça à segurança, perante as crescentes tensões entre os dois países.
A medida abrange ainda a ZTE, outra empresa de telecomunicação, os fabricantes de câmaras de vigilância Hikvision e Dahua e o grupo Hytera.
A Huawei veio a público dizer que a medida “não é inesperada”, mas considerou-a uma “barreira comercial baseada num país de origem, que adota uma ação punitiva sem qualquer evidência de erro”.
A medida reflete a preocupação dos EUA sobre a penetração de tecnologia chinesa no país, perante o potencial para servir os serviços de espionagem de Pequim.
Os EUA têm pressionado vários países, incluindo Portugal, para que excluam a Huawei na construção de infraestruturas para redes móveis de quinta geração (5G). Para isso, acusa a empresa de estar sujeita a cooperar com a espionagem chinesa.
Trump até acordou com Xi Jinping um período de tréguas na guerra comercial desencadeada no verão de 2018, mas as tréguas foram curtas e Trump anunciou novas taxas alfandegárias sobre bens importados da China após as negociações entre o secretário do Tesouro e o representante para o Comércio norte-americanos, Steven Mnuchin e Robert Lighthizer, com a delegação chinesa liderada por Liu He, primeiro-ministro chinês.
Entretanto, Pequim ordenou às empresas chinesas que suspendessem a compra de produtos agrícolas provenientes dos EUA.