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Crescem as reclamações contra o setor das telecomunicações

Segundo a Anacom, entre julho de 2019 e julho de 2020 as queixas sobre o setor das comunicações eletrónicas aumentaram 36%. Nos serviços postais aumentaram 70%.
Telecomando. Foto de JLS Photography - Alaska/Flickr.
Telecomando. Foto de JLS Photography - Alaska/Flickr.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o regulador do setor das comunicações eletrónicas no país, informou que recebeu em julho 13,4 mil reclamações, uma subida de 36% face a igual período do ano passado, sendo este o valor mais elevado em doze meses.

Desde a declaração do estado de emergência “as reclamações continuam a subir” revela o comunicado que identifica a Meo como a empresa sobre a qual há mais queixas. Esta congrega 36% do total das reclamações recebidas. Mas todas as empresas chave do setor viram “aumentar muito significativamente as suas reclamações”.

Os motivos das queixas que mais aumentam são “as avarias e a ligação inicial de serviços fixos”. Cancelamento de serviços e gestão de contratos são outros dos assuntos sobre os quais se registam bastantes queixas.

O que é verdade para as telecomunicações, também o é para os serviços postais e até com mais incidência. Comparando julho do ano passado com igual mês deste ano, o aumento foi 70%, sendo os CTT a receber mais queixas: 77% do tal. E a DPD a empresa que mais viu as queixas subirem em termos homólogos. Para estes serviços, as queixas são, sobretudo, por “atraso na entrega, o extravio e a entrega na morada errada”.

A Anacom revela ainda que as queixas online estão em crescimento. O livro de reclamações eletrónico foi o meio mais utilizado. No mês passado houve 8,2 mil registos apresentados em contraste com os 4,5 mil de julho do ano anterior. Isto significa um aumento de 85% explicado pela instituição pelas condições próprias da pandemia e pela “maior utilização de serviços de comunicações neste período de crise”.

Em sentido inverso os livros de reclamações físicos tiveram menos 22% de registos do que em julho de 2019. Este julho houve 3,5 mil reclamações feitas por esta via.

A Anacom indica ainda que os seus serviços tiveram “aumento significativo do número de reclamações, tendo as reclamações apresentadas através dos meios que a ANACOM disponibiliza (correio, e-mail e telefone) passado de 994, em julho de 2019, para 1,7 mil, em julho de 2020 (+72%)”.

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