"É inadmissível que em setembro de 2017 continuemos a ter uma empresa com a responsabilidade da Sumol+Compal a pagar um salário inferior" ao salário mínimo nacional, afirmou Arménio Carlos, citado pela Agência Lusa, esta terça-feira numa concentração dos trabalhadores da empresa em Pombal.
A greve teve uma adesão na ordem dos 90% na unidade de Pombal, onde há cerca de 30 casos de vencimentos base abaixo do salário mínimo nacional, disse à Lusa o dirigente do Sintab Rui Matias.
O líder da CGTP acrescentou que a empresa "não pode estar acima da lei" e denunciou a existência de pressões sobre os trabalhadores para assinarem um documento para estarem "proibidos de se pronunciarem sobre os problemas que aqui existem”.
A maioria dos trabalhadores não tem aumentos salariais significativos há cinco anos, e os que viram o salário atualizado ficaram a ganhar entre dois a dez cêntimos por dia a mais, referiu o sindicalista.
A Sumol+Compal anunciou lucros de 10.5 milhões de euros em 2016, um aumento de 24.7% face ao ano anterior.