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Bloco quer ouvir MAI sobre morte de imigrante no aeroporto

“Os centros de instalação temporária dos aeroportos têm sido demasiadas vezes offshores de impunidade”, refere o grupo parlamentar bloquista no requerimento entregue esta terça-feira na Assembleia da República.
Três elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) são suspeitos de homicídio no dia 12 de março nas instalações de um Centro de Instalação Temporária. Foto de MIGUEL PEREIRA DA SILVA, Lusa.

A morte de um cidadão ucraniano, no passado dia 12 de março, nas instalações do Centro de Instalação Temporária do Aeroporto de Lisboa, “vem lançar um justificado alarme público sobre as condições em que a mesma ocorreu”, avançam as deputadas e os deputados do Bloco. 

De acordo com o que tem sido veiculado pelos media, a autópsia levada a cabo terá sido conclusiva quanto ao facto de o cidadão em causa ter sido alvo de agressões que levaram à asfixia e provocaram a sua morte. Para o Bloco de Esquerda, a detenção pela Polícia Judiciária de três inspetores em serviço naquele Centro, bem como a demissão do diretor e subdiretor de fronteiras de Lisboa do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, contribuem para o alarme já instalado.

“Situações anteriores demonstram que os centros de instalação temporária dos aeroportos têm sido demasiadas vezes offshores de impunidade”, refere o grupo parlamentar bloquista, vincando que “este caso, pelas condições de violência extrema relatadas e pelo alegado envolvimento criminoso de quadros do SEF, não pode ser expressão dessa impunidade”.

Neste contexto, o Bloco requereu a audição, com urgência, do Senhor Ministro da Administração Interna, sugerindo que a mesma se realize em regime de videoconferência.

Na sua página no facebook, a deputada bloquista Beatriz Gomes Dias considera de “enorme gravidade” a notícia da morte de um cidadão ucraniano, na sequência da qual foram detidos três inspetores do SEF.

Endereçando solidariedade e condolências à família, Beatriz Gomes Dias escreve que o caso “deve alarmar” toda a gente e aponta “a urgência de uma profunda e rigorosa investigação independente sobre a violência praticada pelas várias forças policiais em Portugal”.

 

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