No mês de abril houve sinais de alerta em vários estados brasileiros, como o Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão, que correspondem a 405,6 quilómetros quadrados, segundo imagens em tempo real do sistema Deter-B.
Ao mesmo tempo que existem medidas de isolamento social e até de confinamento, como no caso de Belém e São Luís, capitais dos estados do Pará e Maranhão, como forma de conter a propagação do novo coronavírus, há também um aumento da desflorestação na Amazónia.
Nos meses de abril de anos transatos houve também elevados níveis de desflorestação, com destaque para o mês de abril de 2018 houve um recorde com 489,7 quilómetros quadrados de floresta ardida.
No mês passado, o estado de Mato Grosso foi o que registou maior desflorestação com 144,58 quilómetros quadrados, ou seja, perto de 35% da área total ardida.
Só na passada quinta-feira é que Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil, autorizou enviar as Forças Armadas para ajudar a prevenir os incêndios e assim evitar a desflorestação da Amazónia em território brasileiro.
Este decreto limita o combate do exército à destruição da floresta amazónica entre o dia 11 de maio e o dia 10 de julho, tendo sido publicado no Diário Oficial da União. As regiões de fronteira, as terras indígenas e as unidades federais de conservação ambiental poderão agora ter a atuação das forças armadas.
Entre o mês de janeiro e o de março do presente ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro estima uma perda de cobertura vegetal da Amazónia brasileira de 796,08 quilómetros quadrados. No mesmo período do ano de 2019 a desflorestação foi de 525,63 quilómetros quadrados.
No último ano, a desflorestação da região da Amazónia teve os níveis mais altos desde 2016, tendo aumentado 85%, para 9.165,6 quilómetros quadrados.
Também no verão passado a região da Amazónia foi bastante afetada por incêndios entre junho e agosto, tendo obrigado o Governo a enviar as Forças Armadas.
A enorme destruição da Amazónia causou forte indignação na comunidade internacional e nas organizações não governamentais, que rejeitavam o discurso anti-ambiental de Jair Bolsonaro.
A Amazónia tem a maior biodiversidade registada numa área do planeta, sendo a maior floresta tropical de todo o mundo, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).