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Privatização dos transportes públicos: Um assalto ao país

Por forma a prosseguir na sua sanha privatizadora, o Governo tem vindo a apostar na degradação dos transportes públicos, seguindo uma política de desinvestimento e desorçamentação para poder vender a preço de saldo e garantir grandes lucros para os privados. A seis meses do fim do mandato, a maioria de direita acelera todos os processos de alienação de setores estratégicos, essenciais para o desenvolvimento do país, e promove uma ofensiva brutal contra os trabalhadores. Dossier coordenado por Mariana Carneiro.
Foto de Paulete Matos.

Neste dossier, é rejeitada a política do excel e do negócio do Governo que, a 6 meses de fim de mandato, abriu época de saldos nos transportes. São abordadas as razões pelas quais a TAP não deve ser vendida e desmontados os argumentos utilizados para justificar o negócio. As consequências da entrega da exploração da STCP e da Metro do Porto e a forma como a política de destruição da STCP favorece interesses privados são analisadas por quem está no terreno e defende que é possível parar a sua privatização. É abordada a importância de manter a EMEF pública, enquanto garantia da segurança na ferrovia, o papel de Sérgio Monteiro no processo de privatizações e a atuação do Bloco na AML. Damos ainda conta das iniciativas promovidas pela Fectrans contra as privatizações na Carris, Metro de Lisboa, Transtejo e Soflusa.

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Privatização dos transportes públicos: Um assalto ao país

Por forma a prosseguir na sua sanha privatizadora, o Governo tem vindo a apostar na degradação dos transportes públicos, seguindo uma política de desinvestimento e desorçamentação para poder vender a preço de saldo e garantir grandes lucros para os privados. A seis meses do fim do mandato, a maioria de direita acelera todos os processos de alienação de setores estratégicos, essenciais para o desenvolvimento do país, e promove uma ofensiva brutal contra os trabalhadores. Dossier coordenado por Mariana Carneiro.

STCP: Parar a privatização, salvar o transporte público!

Ainda é possível parar a privatização da STCP e salvar o transporte público da destruição anunciada. O caminho a seguir pelos utentes dos transportes coletivos, pelos trabalhadores e suas organizações representativas, pelas forças de esquerda, é o da mobilização e exigência da manutenção da STCP na esfera pública. Por José Castro.

O Bloco e a defesa da Carris e Metro de Lisboa

O Bloco tem mantido, desde a primeira hora, toda a coerência na defesa das empresas públicas de transportes de Lisboa, Carris e Metro. Fomos, aliás, o único partido político que defendeu no seu programa eleitoral, para as eleições autárquicas em Lisboa em 2013, “um modelo de empresa pública com participação mista do Estado e do município de Lisboa”. Por Ricardo Robles.

STCP: Política de destruição favorece interesses privados

As viagens perdidas por falta de pessoal tripulante correspondem a 2 dias de greve por mês! Se a STCP neste momento não assegura o serviço de excelência a que os trabalhadores e os utentes se habituaram, tal apenas acontece devido à gestão protagonizada por este Conselho de Administração e pelo Governo. Artigo de Isaque Palmas.

"Rejeitamos a política do excel e do negócio"

Defendendo contas equilibradas - não esquecemos os custos sociais, económicos e ambientais da degradação dos transportes públicos. Por Mariana Mortágua.

TAP: O privado é tão melhor!

Temos experiência suficiente para saber que os argumentos da direita portuguesa para justificar as privatizações não são válidos e que as virtudes propaladas nunca se concretizaram depois de privatizações. As empresas não se tornaram maiores e melhores e os seus clientes nunca ficaram melhor servidos. Por Moisés Ferreira.

“Existe uma vontade política de privatizar a TAP e todas as desculpas são boas”

Em entrevista ao Esquerda.net, o cineasta António-Pedro Vasconcelos, promotor do movimento Não TAP os Olhos, desmonta os “argumentos falaciosos” do Governo para “vender rapidamente e ao desbarato” a empresa, refere as razões pelas quais considera que a transportadora aérea portuguesa é “um instrumento estratégico fundamental” para o país e assinala que a adesão à luta contra a privatização da TAP “é quase espontânea” e “a indignação é geral”.

A 6 meses de fim de mandato, Governo abre época de saldos com liquidação total nos transportes

Com a contagem decrescente para o fim de mandato desde o início do ano, o Governo acelerou todos os processos de privatizações nos transportes. O objetivo é claro: entregar aos privados todo o serviço público passível de gerar lucro. Liquidação total, de preferência ao preço da uva mijona. Por Ricardo Robles e Heitor de Sousa.

Sérgio Monteiro: O “Senhor Privatizações”

Na qualidade de administrador do banco de investimento da CGD - Caixa BI, passaram pelas suas mãos quase todos as parcerias público-privadas ruinosas contratualizadas em Portugal nos últimos anos. Mais tarde, Sérgio Monteiro veio a renegociar para o Estado essas mesmas PPP. Enquanto Secretário de Estado esteve envolvido em várias privatizações promovidas pelo Governo: ANA, CTT, TAP e CP Carga.

Petição e marcha contra privatizações na Carris, Metro de Lisboa, Transtejo e Soflusa

A par do lançamento de uma petição na qual defende que “com estas PPP o Estado pagaria mais do que paga hoje, os utentes pagariam mais, os trabalhadores estariam mais precarizados e o serviço de transportes públicos continuaria a perder qualidade e fiabilidade”, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) agendou uma marcha contra a privatização destas empresas para o próximo dia 22 de abril.

Apocalipse dos transportes públicos

Era uma vez uma coligação politico partidária que prosseguindo a doutrina neoliberal, na sua mais vil vontade de destruir o que é público, em entregar dividendos, recursos e mais valias a privados, não se coíbe de prejudicar utentes, trabalhadores e instituições, agindo de forma autoritária. O concurso para entrega da exploração da STCP e da Metro do Porto é exemplo disso. Artigo de Fernando Barbosa.

EMEF pública é garantia da segurança na ferrovia

Segurança, qualidade, fiabilidade, postos de trabalho, direitos dos trabalhadores, interesse nacional, nada disso interessa, é a agenda privatizadora do governo PSD/CDS-PP. Por António Gomes.