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A oficina da canção (II): criação partilhada em diferido

As condições materiais da gravação de canções em disco determinam decisões estéticas, técnicas e éticas. É um tripé que cai fatalmente se lhe faltar um dos pés. O produtor (“producer”) decide, através do ‘como’, ‘o quê’ passa para o lado de lá. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.
Fotografia: Esquerda.net

Começar a fazer canções, e a cantá-las, como uma necessidade profunda de exprimir a vida e de lhe buscar um sentido – eis como me tornei “cantautor”. Nunca pegara numa guitarra [violão]; estudara um pouco outros instrumentos, mas não esse. Um dia alguém esqueceu uma velha guitarra na minha casa, em Paris; a urgência de cantar trouxe a urgência de aprender, e aprendi de ouvido; comprei livros, estudei acordes, pratiquei muito, sozinho. Situação comum dada a portabilidade e a grande eficácia harmónico-rítmica de uma guitarra.
A estreita relação entre as canções e os problemas da sociedade teve um efeito decisivo quando se tratou de registá-las em disco.

Uma coisa é estar em casa, de viola na mão com uma folha de papel à frente, a “ouvir” uma melodia com umas palavras na cabeça, a experimentá-la, cantando-a sozinho – uma criação não partilhada, em que a obra parece “acontecer”, nascer e produzir-se como se já existisse desde o fundo dos tempos, mas que não existe senão como um projecto de que somos portadores. Depois, o primeiro teste que é cantá-la para os amigos e em que sempre canto mal… “Aqui não é bem assim”, a voz foge, não se afirma, os dedos não acertam nas cordas.

Outra coisa é ir para um palco e cantar uma canção com o público na sala. Nova ou antiga, nesse momento, inicia-se um processo. Dependendo do tema e do género de canção, das condições espaciais, técnicas e sociais da actuação, após um tempo de maturação (minha e do público), é palpável o processo de vai-vem de emoções, de olhares e de não sei mais o quê que vai fazendo crescer (ou mirrar) uma canção. Há uma apropriação do lado de lá e uma reapropriação do lado de cá. Se cantei bem, o retorno da sala diz-me que cantei bem e a canção cresce. Se cantei menos bem, o retorno da sala manda o sinal e em poucos segundos – às vezes fracções de segundo – a canção perde-se no vazio de uma exibição. No teatro chamamos “companheiro seguro”, a esse plano mental autonomizado com que o intérprete vai controlando e (auto-)criticando a sua interpretação. Essa auto-observação da minha interpretação, que não pode ser impeditiva de uma entrega total, é a condição para que a canção possa acontecer. Só assim a obra é recriada – e não é recriada só por mim. Se o público não estivesse ali, nada acontecia. O intérprete nunca “acontece” sozinho. Por isso digo que este tipo de criação – a que geralmente chamamos interpretação – é uma criação partilhada.

Andava eu a cantar por toda a Europa onde havia portugueses emigrados ou exilados, até que, pela mão de José Afonso, alguém telefona e diz: “Queres gravar um disco?”. “Sim!”. O convite é de Lisboa; eu estou em Paris, com 1.800 km e uma península fascista pelo meio; não posso ir a Lisboa. Tenho de gravar em França – com estúdios cinco ou seis vezes mais caros que os portugueses, e os músicos-instrumentistas também. As condições materiais da produção implicam que tenho de preparar tudo ao pormenor para gravar em poucas horas e com poucos músicos. Quando se estava em estúdio (falo no pretérito porque os processos técnicos mudaram muito) a gravar com a responsabilidade simultânea da produção executiva quase se ouviam os números a pingar na factura!

Como resolver este problema? Nada tem a ver com as histórias dos Beatles e do George Martin, que ocupavam os melhores estúdios do mundo durante um ano e gravavam quando gravavam, divertiam-se, iam passear e voltavam. Eu, músico marginal que acabava de ser convidado a desmarginalizar-se, antes de entrar em estúdio, tinha de pensar em tudo, planificar tudo, organizar tudo ao mais ínfimo pormenor. Mapas de controlo, esquemas, minutagem de takes, aproveitamento do flautista para tocar numa só sessão tudo o que escrevi para a flauta, tabelas de ocupação das pistas (o álbum de José Afonso, Cantigas do Maio [1971], foi gravado em seis dias com oito pistas analógicas e sem os ainda inexistentes automatismos de mistura). Saber antecipadamente as características dos microfones e das máquinas, visitar o estúdio para “ouvir” e “cheirar” o espaço, conhecer o técnico. Tenho de o conquistar para o meu lado – porque são os técnicos que fazem o som, não sou eu; o que as pessoas ouvem foi ele que o fez – e habituei-me a que a primeira sessão (paga) de três horas seja só para conversar com o técnico, explicar-lhe o projecto, em França traduzir as letras, em suma, torná-lo meu cúmplice.
Se tenho de levar tudo pensado, tudo previsto, tudo escrito nas partituras que eles vão tocar e gravar, tenho de ser capaz de ouvir o disco antes de ele existir… (Haendel dizia: “o compositor é aquele que ouve a música antes dos outros”.) Só assim vou poder dizer exactamente aos técnicos e aos músicos o que quero que eles façam. Como um encenador de teatro que, durante os ensaios, é o representante do público que vai haver um dia; ou como um realizador de cinema que tem de “ver” todas as cenas do filme antes de as filmar – eu tenho de ser o ouvinte que vai haver um dia.

Que escrevo na partitura para o pianista tocar? Será mesmo um piano que eu quero ouvir aqui? Tantas decisões em representação do futuro público ouvinte! Como escolher? como decidir? como quero ouvir esta canção, e aquela, e aquela? Com alguma prática de rádio e de teatro, percebi que não conseguia resolver esta questão com meios puramente musicais. Um amigo disse-me, há mais de 20 anos: “Já não se faz música, faz-se som.” Então a noção de “orquestração” ou “arranjo” está ultrapassada. Para o meu primeiro álbum, em 1970, percebi que estava a fazer encenações sonoras, a partir de conceitos de teatro (arte da presença) e de sonoplastia (estética do sinal acústico). E que são os músicos, afinal, senão sonoplastas? A base desse trabalho é musical: os mil e um instrumentos possíveis, a paleta dos timbres, as máquinas periféricas que permitem tratar o sinal, colori-lo, redimensioná-lo, fundi-lo ou destacá-lo. No fim do Cantigas do Maio, o editor de José Afonso telefonou-me do Porto para Paris: “Ó JMB, francamente! O álbum tem nove ou dez canções. A maior parte tem vários instrumentos. Mas há três, pelo menos, que quase só têm a voz do José Afonso! E você leva-me o mesmo cachet por todas as canções?” Respondi: “Há milhares de instrumentos. Tive de escolher. Você não paga os instrumentos que eu ponho, você paga os que eu tiro! Essas três canções deviam ser muito mais caras do que as outras.”

Trata-se pois de conseguir ouvir antes dos futuros ouvintes. Mas como posso defini-los?! Não sei quem eles são, onde estão, como vão ouvir, se ouvem em casa ou na rua ou no táxi, se ouvem sozinhos ou acompanhados, se o aparelho leitor é bom ou é mau, se estão doentes ou de saúde, se estão tristes ou alegres. O teatro e a rádio. Voltemos atrás.

Quando canto uma cantiga no palco, para as pessoas que estão ali olhando para mim, o que é que eu faço? Dou-lhes emoções, exponho emoções – estéticas, poéticas, dramáticas, sensuais, pessoais… E elas devolvem-me emoções. Como posso fazer isso em um registo, num disco, se elas não estão aqui ouvindo e se todo o processo de apresentação é desconstruído (por necessidade material de rentabilizar o tempo de ocupação do estúdio)? A média do ser humano a que me dirijo… quem é? O teatro diz: se fores verdadeiro para ti, sê-lo-ás para toda a humanidade. E mostra, como nenhuma outra arte, que há uma oposição insanável entre exprimir-se e exibir-se. O que tenho de fazer – ao ouvir as canções em disco antes dos outros – é ser verdadeiro, ser pessoanamente verdadeiro, implacavelmente verdadeiro. As emoções gravadas só atingirão esses outros todos se o resultado sonoro do que eu gravar me atingir a mim. Fecho os olhos e ouço; o que me emociona? – aqui é um quarteto de cordas, ali é um coral heróico, além é apenas uma voz, ou um tambor. Ouço na minha cabeça e escrevo no papel. E corrijo, e opto por outro instrumento, altero a pulsação, experimento outro registo; e recomeço a ouvir; trabalho aturadamente na minha oficina.

Deste modo, as canções gravadas são como garrafas de náufragos atiradas ao mar… Ou como filhos que crescem e saem de casa para irem viver a sua vida. Quem as vai ouvir? não sei. Quem vai sentir o que eu senti? não faço a mínima ideia. As canções passam a existir fora de mim. Deixa de haver coincidência entre sujeito e objecto. Tal como no palco, elas também são apropriadas e recriadas do lado de lá – só que, no caso da canção gravada, eu não sei por quem. As canções não são “minhas”. Não há pertença, só há origem. Foi assim no distanciamento insuperável do exílio. Presumi que as pessoas que ouviriam a Ronda do Soldadinho ou a Queixa das Almas Jovens Censuradas ou os Perfilados de Medo, lá nesse Portugal longínquo, cinzento e sofredor de uma ditadura jesuítica, provavelmente sentiriam o que eu senti, que era o que eu queria que elas sentissem.

E, porque atinge coisas tão fundas e essenciais, teve de continuar sendo assim até hoje, ao longo de quarenta anos. Nos meus discos e nos discos dos outros que dirijo.

Cheguei à conclusão de que, apesar da solidão das quatro paredes do estúdio, apesar da tecnicidade quase cinematográfica do processo de produção, este é – também – um processo de criação partilhada. Partilhada com uma comunidade de pessoas que não conheço, mas que existe. Partilhada em diferido.

Esta partilha em diferido que teve origem num choque de estatutos sociais opostos – a marginalidade e a inserção no sistema –, tem muitas consequências, e não apenas teóricas. Uma consequência prática é a necessidade que senti, ao longo dos anos, de gravar de novo – reinterpretar – certas canções, uma segunda vez, uma terceira até. Porque nós evoluímos, a sociedade e o mundo também, e as canções revivescem em diferentes contextos. Outra consequência prática é uma linha de trabalho que venho procurando ao longo dos anos, quanto às canções gravadas. Ouvindo muita música, a minha e sobretudo a dos outros, percebe-se que não há, no fluxo de uma canção ou de uma peça musical registada, qualquer espaço-tempo para a neutralidade emocional. Ao gravar, o criador-intérprete tem de se assegurar de que conduz as emoções do criador-ouvinte na direcção desejada. Não existe um milissegundo de neutralidade, de “tempo morto”, de indiferença – porque tempo-morto e indiferença são também factores emocionais. Então o que procuro – e ainda não consegui – é definir e controlar esse fluxo emocional à micro-escala, segundo a segundo, nota a nota, pausa a pausa. A partir do conceito de aproximação à realidade a que os fotógrafos chamam “definição” (resolution), eu gostaria de conseguir apurar o que – agora – chamo definição emocional de uma peça musical gravada.

Texto originalmente publicado em passapalavra.info

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Resto dossier

Em tempos de crise, uma nova abordagem das temáticas da água

Texto de apoio à intervenção de João Bau no painel do Fórum Socialismo 2018 "Como evitar o dia em que a água deixe de correr nas torneiras?"

“De fundação em fundação o ensino vai ao chão”, protesto de estudantes de março de 2017 – Foto de Filipa Bernardo, Lusa (arquivo)

Financiamento do ensino superior e ciência

Texto de Luís Monteiro, introdutório ao debate, com o tema do título, que terá lugar no domingo, 2 de setembro, às 14.30h no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar este fim de semana em Leiria, na Escola Superior de Ciências Sociais.

Debate “Que Forças Armadas para Portugal no Século XXI?” terá lugar no Fórum Socialismo 2018, no sábado de manhã, às 10h, no Instituto Politécnico de Leiria

Que Forças Armadas para Portugal no Século XXI?

Texto de João Vasconcelos de apoio ao debate com o mesmo título, que terá lugar no Fórum Socialismo 2018, no sábado 1 de setembro às 10h, no Instituto Politécnico de Leiria.

Texto de Isabel Pires e Manuel Loff de apoio ao debate “A esquerda e a autodeterminação dos povos”, que terá lugar domingo, 2 de setembro, às 14.30h

A esquerda e a autodeterminação dos povos

Texto de Isabel Pires e Manuel Loff de apoio ao debate com o nome do título, que terá lugar domingo, 2 de setembro, às 14.30h, com a presença de Isabel Pires.

Debate “Saúde Mental em Portugal” terá lugar no domingo 2 de setembro às 11.45h, no Fórum Socialismo 2018

Saúde Mental: Organizar os serviços para servir as pessoas

Texto de Rita Oliveira, que participará no debate “Saúde Mental em Portugal”, com Ana Matos Pires, no domingo 2 de setembro às 11.45h, no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no Instituto Politécnico de Leiria.

Debate “Como evitar o dia em que a água deixa de correr nas torneiras?” terá lugar no sábado, 1 de setembro, às 14.30h - Foto de Paulete Matos

Uso Eficiente da Água em Contexto Urbano-Desafios e Perspetivas

Texto de José Saldanha Matos, professor do IST-UL, que participará no debate “Como evitar o dia em que a água deixa de correr nas torneiras?” com João Bau, que tem lugar sábado, 1 de setembro às 14.30h no Fórum Socialismo, no Instituto Politécnico de Leiria.

Greve feminista 8M: quem a convoca?

Greve feminista 8M: quem a convoca?

Ana M. Martín estará este fim de semana no Fórum Socialismo, em Leiria, para falar sobre a experiência de organização da Greve Feminista do 8 de março em Espanha e sobre as suas reivindicações políticas que a sustentaram.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

“A gente não quer só comida”. Por que incomoda tanto o direito à arte?

Alguns meses depois da lamentável “resposta aberta à cultura” com que tentou diminuir as manifestações a propósito dos concursos da Direcção-Geral das Artes, António Costa promete agora “o maior orçamento de sempre” para a cultura em 2019. Por Pedro Rodrigues e Luísa Moreira, que estarão no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Do abandono do mundo rural aos incêndios florestais como oportunidade de concentração fundiário-florestal

Por Carlos Matias, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia de Esquerda.net

A oficina da canção (I): ideias a partir da prática

Com este texto, inicia-se uma série sobre o processo de produção das canções, desde a sua invenção até que chegam aos ouvidos e às mãos das pessoas. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Pedro Soares

Escravatura e tráfico humano – mais vale prevenir…

“A noite de ontem foi melhor do que as anteriores para os 23 nepaleses que o SEF resgatou em Almeirim, em estufas de morangos. Dormiram em casas de abrigo onde lhes foi devolvido o estatuto de pessoas que lhes fora negado pelos traficantes que os trouxeram para Portugal”. Por Alberto Matos, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

As rendas da energia

Por Adelino Fortunato, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Cidades Amigas dos Animais

Por Maria Manuel Rola, Alexandra Pereira e Jorge Gouveia Monteiro, que estarão no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

Florestas prestadoras de serviços públicos

Para além dos bens com valor de mercado, a floresta está na base da prestação de um vasto conjunto de serviços essenciais à manutenção de todas as formas de vida. Desta forma, cabe a todos os cidadãos a responsabilidade de a conservar e proteger. Por Paulo Pimenta de Castro, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Foram diferentes os Maios

Por Joana Lopes, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Luís Leiria apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Avanços e retrocessos dos governos “progressistas” na América Latina

Luís Leiria apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: website da Câmara Municipal de Pombal

Habitats seminaturais da mata nacional de Leiria - que futuro?

A Mata Nacional de Leiria foi, até ao incêndio de outubro de 2017, a maior e mais emblemática floresta litoral de Portugal continental, constituída maioritariamente por pinheiro-bravo. Por Sónia Guerra, que estará no Fórum Socialismo 2018, em setembro, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: página de Facebook de Ricardo Paes Mamede.

Motivos para cancelar contratos de prospeção e exploração de petróleo

Três motivos pelos quais o Estado deve cancelar os contratos de prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal. Postado em Ladrões de Bicicleta por Ricardo Paes Mamede, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Criação monetária endógena e o nexo poupança investimento

No que à relação de causalidade entre poupança e investimento diz respeito, um enorme fosso continua a dividir os economistas. Por Paulo Coimbra, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

Pelo direito à morte assistida

Texto de Bruno Maia, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Mais guerras, menos armas? Hummm...

 José Manuel Rosendo apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

A democracia líquida e a estratégia Matrioska: será que os russos determinam as eleições por todo o lado?

Francisco Louçã apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

História do movimento LGBTI – uma encruzilhada de oportunidades

Preferimos não falar da homofobia. Preferimos ignorar que sair à rua de mão dada com alguém, não é o mesmo para mim, gay, ou para ti, heterossexual. Que sair do armário em Lisboa é diferente de sair do armário em Leiria. Por Bruno Maia, que estará no Fórum Socialismo 2018.

Fotografia: TV KLELE, televisão comunitária na Guiné-Bissau.

Televisão comunitária como meio de desenvolvimento

A TV Comunitária é uma alternativa e, porque não, um complemento, às emissões feitas pelas estações de TV comercial e pública. Por Andrzej Kowalski, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (IV): o sofisma da oposição forma-conteúdo

A música não permite escapar à concretude da matéria sonora. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (III): no canto não há neutralidade

As canções são, como qualquer forma de arte, um meio de expressão de sentidos e de emoções. Na música, como em qualquer linguagem, o descompromisso leva à solidão e ao embrutecimento. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (II): criação partilhada em diferido

As condições materiais da gravação de canções em disco determinam decisões estéticas, técnicas e éticas. É um tripé que cai fatalmente se lhe faltar um dos pés. O produtor (“producer”) decide, através do ‘como’, ‘o quê’ passa para o lado de lá. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Um exemplo de arte e resistência: mulheres fotógrafas na Palestina

Sofia Roque estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria. A fotografia e a Palestina serão o pretexto para dar a conhecer cinco mulheres artistas, cuja obra é exemplo de uma conciliação emancipatória: a que reúne o poder da imagem e a experiência de um corpo que resiste num território ocupado.