Deepwater Horizon, o maior desastre ambiental dos EUA

A explosão duma plataforma petrolífera da BP no Golfo do México provocou o maior desastre ambiental da história dos EUA e levantou a questão da falta de segurança e respeito pela legislação ambiental por parte desta multinacional do petróleo.

31 de dezembro 2010 - 18:40
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Explosão da plataforma Deepwater Horizon. Foto da United States Coast Guard, wikimedia commons

No dia 20 de Abril, a plataforma petrolífera Deepwater Horizon explodiu, resultando na morte de onze pessoas e num derrame de petróleo de dimensões nunca vistas. Com a BP a não conseguir estancar o derrame, as consequências para o golfo do México e as zonas costeiras de vários estados norte-americanos agravaram-se. Só ao fim de três meses é que a empresa conseguiu tapar o derrame, mas já tinham sido libertados para a água o equivalente a cerca de 5 milhões de barris de crude.

A investigação à responsabilidade pela explosão da plataforma aponta o dedo à multinacional britânica e foi também divulgada a troca de correspondência interna que demonstra o conhecimento sobre o risco de segurança naquele local e o facto dos alarmes de segurança estarem desligados na altura da explosão. Por outro lado, a impreparação da BP para responder ao desastre e minimizar os danos ambientais ficou evidente para todo o mundo.

Os danos a longo prazo para o ecossistema de toda aquela região do Golfo do México estão ainda por calcular em toda a sua extensão. Na foz do Mississipi, o efeito do derrame e dos dispersantes utilizados para combater as manchas de crude transformaram toda a área num "cemitério de microfauna", segundo as amostras recolhidas por cientistas.

O processo de indemnizações às populações afectadas também está a ser alvo de críticas por falta de transparência. Os reclamantes dizem ser alvo da pressão da BP para um acordo em troca de muito pouco e que os inibe de processar a empresa nos tribunais. Do fundo de 20 mil milhões de dólares criado pela BP por exigência de Barack Obama, a firma de advogados que dirige os processos de acordo e indemnização espera devolver 14 mil milhões à empresa e pagar apenas 6 mil milhões em indemnizações.

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