Está aqui

Avanços e retrocessos dos governos “progressistas” na América Latina

Luís Leiria apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.
Luís Leiria apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O século XXI trouxe novos ares e novas esperanças à América Latina que tão maltratada fora no final do século anterior. Os golpes de Estado que marcaram com um banho de sangue muitos dos mais importantes países deram lugar a novos governos genericamente apelidados de “progressistas”, que assumiram o poder através de vitórias eleitorais, reflexo, de uma forma mais ou menos direta, de lutas e movimentos sociais vitoriosos. Os governos de Lula e do Partido dos Trabalhadores, no Brasil, do casal Kirchner na Argentina, a Revolução Bolivariana de Hugo Chávez na Venezuela, os governos de Evo Morales na Bolívia e a Revolução Cidadã de Rafael Correa no Equador marcaram o “núcleo duro” do “progressismo” no continente sul-americano. Apesar das diferenças entre eles, estes governos apareceram como uma alternativa ao neoliberalismo hegemónico nos anos anteriores e despertaram grandes esperanças entre os povos do continente, e na esquerda mundial, de que a América Latina deixaria de ser o quintal dos Estados Unidos e poderia encontrar um caminho alternativo, para beneficio dos seus povos.

A derrota eleitoral de Cristina Kirchner para Maurício Macri, um defensor da linha dura do neoliberalismo argentino, e o afastamento através de um golpe parlamentar de Dilma Rousseff no Brasil, em agosto de 2016, associados com as mudanças de rumo praticadas por Maduro, Morales, Rafael Correa e seu sucessor, Lenin Moreno, levantaram a questão do fim deste ciclo político do “progressismo”. Em julho deste ano, as eleições no México mostraram, porém, a emergência de um progressismo”, provavelmente tardio, com a vitória de Lopes Obrador no México, um governo de centro-esquerda inédito no país. Por outro lado, na Nicarágua, o governo de Daniel Ortega mostrou de uma forma grotesca como o dirigente de uma revolução vitoriosa no final dos anos 70 podia degenerar ao ponto de se tornar num ditador assassino do seu próprio povo.

O objetivo desta apresentação é discutir o balanço destes governos “progressistas”, de forma a procurar retirar as lições que ajudem a esquerda nestes tempos perigosos em que o dono do “quintal” é o sr. Trump. Esta discussão, por uma questão de tempo, irá centrar-se nos processos da Venezuela, Bolívia e Equador, onde os governos citados se mantêm no poder e são os mais paradigmáticos.

Temas para discussão:

  • - Os governos “progressistas” implementaram pequenas reformas que trouxeram benefícios aos mais pobres durante o período da alta dos preços do petróleo e das commodities; mas não aproveitaram estes tempos de folga económica para implantar outro modelo de desenvolvimento; em vez disso, mantiveram e aprofundaram o extrativismo como política económica. Desta forma, mantiveram e aprofundaram o seu papel dependente, de meros fornecedores de matérias-primas, à escala internacional.

  • - As suas vitórias eleitorais foram reflexo de lutas e movimentos sociais organizados. Mas após a formação dos governos, estes movimentos ou definharam, cooptados pelo aparelho de Estado, ou entraram em choque com os próprios governos que apoiavam.

  • - As divergências e os choques com as elites que governavam anteriormente, quando existiram, deram origem ao surgimento de novos estratos sociais privilegiados através do favorecimento do Estado, como a “boliburguesia” na Venezuela e a burguesia emergente na Bolívia.

  • - Durante estas primeiras décadas do século XXI, os Estados Unidos mantiveram-se atentos e atuaram sempre que surgiu uma oportunidade de apoiar ações mais efetivas, como o golpe de Estado contra Chávez em 2002; de um modo geral, pressionaram no terreno económico para impedir veleidades anti-imperialistas. Mas as esperadas pressões e intromissões do Tio Sam não podem servir de cortina de fumo para desculpar os fracassos dos “progressismos”.

  • - Quando terminou a conjuntura económica favorável, a retórica anti-imperialista dos “progressistas” foi substituída pelo pagamento atempado da dívida externa, aplicação de uma política de austeridade (caso Venezuela) e reforço do extrativismo. Até um país que fizera a auditoria da sua dívida, como o Equador, concluindo que uma parte era injusta, chamou o FMI de volta ao país.

  • - O caráter populista dos partidos que sustentam os progressismos levou, nos casos mais extremos, à eternização dos seus líderes: o populismo precisa de caudilhos. Maduro só sucedeu a Hugo Chávez devido ao falecimento deste. Mas já obteve as alterações legislativas necessárias para que o seu mandato não tenha limites. Evo Morales perdeu o plebiscito de 2016 em que propunha alterar a Constituição para revogar o limite de dois mandatos sucessivos; mas o Tribunal Constitucional revogou estes limites em 2017, abrindo o caminho para uma candidatura a um quarto mandato em 2019. Rafael Correa cedeu o lugar a Lenin Moreno, mas o plano era uma espécie de acordo Putin-Medvedev: depois do primeiro mandato de Lenin Moreno, Correa voltaria triunfal. Mas o plano aparentemente fracassou porque o atual mandatário mudou de ideias.

  • - Diante das dificuldades económicas e o crescimento da oposição, os governos “progressistas” reagiram de forma antidemocrática, com repressão contra movimentos que os haviam apoiado, ou mesmo, no caso da Venezuela, com recurso a golpes palacianos como foi a famosa Constituinte de Maduro, que serviu para acabar com a Assembleia Nacional maioritariamente de oposição e se transformou num supragoverno que parece preocupado com tudo menos com o cumprimento do seu suposto papel: escrever uma nova Constituição.

 

Algumas leituras sugeridas:

Entrevista a Miriam Lang y Edgardo Lander

América Latina: ¿fin de una edad de oro?

23/01/2018 | Franck Gaudichaud

 

América Latina. Entrevista a Franck Gaudichaud

Entre el reflujo de los progresismos y experiencias alternativas

04/04/2017 | Michèle Kiintz

 

Algunas reflexiones, autocríticas y propuestas sobre el proceso de cambio en Bolivia

25/02/2016 Pablo Solón
 

La nueva disputa por el poder en Ecuador

Sin Permiso, Décio Machado, 19/8/2018

 

(...)

Resto dossier

Em tempos de crise, uma nova abordagem das temáticas da água

Texto de apoio à intervenção de João Bau no painel do Fórum Socialismo 2018 "Como evitar o dia em que a água deixe de correr nas torneiras?"

“De fundação em fundação o ensino vai ao chão”, protesto de estudantes de março de 2017 – Foto de Filipa Bernardo, Lusa (arquivo)

Financiamento do ensino superior e ciência

Texto de Luís Monteiro, introdutório ao debate, com o tema do título, que terá lugar no domingo, 2 de setembro, às 14.30h no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar este fim de semana em Leiria, na Escola Superior de Ciências Sociais.

Debate “Que Forças Armadas para Portugal no Século XXI?” terá lugar no Fórum Socialismo 2018, no sábado de manhã, às 10h, no Instituto Politécnico de Leiria

Que Forças Armadas para Portugal no Século XXI?

Texto de João Vasconcelos de apoio ao debate com o mesmo título, que terá lugar no Fórum Socialismo 2018, no sábado 1 de setembro às 10h, no Instituto Politécnico de Leiria.

Texto de Isabel Pires e Manuel Loff de apoio ao debate “A esquerda e a autodeterminação dos povos”, que terá lugar domingo, 2 de setembro, às 14.30h

A esquerda e a autodeterminação dos povos

Texto de Isabel Pires e Manuel Loff de apoio ao debate com o nome do título, que terá lugar domingo, 2 de setembro, às 14.30h, com a presença de Isabel Pires.

Debate “Saúde Mental em Portugal” terá lugar no domingo 2 de setembro às 11.45h, no Fórum Socialismo 2018

Saúde Mental: Organizar os serviços para servir as pessoas

Texto de Rita Oliveira, que participará no debate “Saúde Mental em Portugal”, com Ana Matos Pires, no domingo 2 de setembro às 11.45h, no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no Instituto Politécnico de Leiria.

Debate “Como evitar o dia em que a água deixa de correr nas torneiras?” terá lugar no sábado, 1 de setembro, às 14.30h - Foto de Paulete Matos

Uso Eficiente da Água em Contexto Urbano-Desafios e Perspetivas

Texto de José Saldanha Matos, professor do IST-UL, que participará no debate “Como evitar o dia em que a água deixa de correr nas torneiras?” com João Bau, que tem lugar sábado, 1 de setembro às 14.30h no Fórum Socialismo, no Instituto Politécnico de Leiria.

Greve feminista 8M: quem a convoca?

Greve feminista 8M: quem a convoca?

Ana M. Martín estará este fim de semana no Fórum Socialismo, em Leiria, para falar sobre a experiência de organização da Greve Feminista do 8 de março em Espanha e sobre as suas reivindicações políticas que a sustentaram.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

“A gente não quer só comida”. Por que incomoda tanto o direito à arte?

Alguns meses depois da lamentável “resposta aberta à cultura” com que tentou diminuir as manifestações a propósito dos concursos da Direcção-Geral das Artes, António Costa promete agora “o maior orçamento de sempre” para a cultura em 2019. Por Pedro Rodrigues e Luísa Moreira, que estarão no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Do abandono do mundo rural aos incêndios florestais como oportunidade de concentração fundiário-florestal

Por Carlos Matias, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia de Esquerda.net

A oficina da canção (I): ideias a partir da prática

Com este texto, inicia-se uma série sobre o processo de produção das canções, desde a sua invenção até que chegam aos ouvidos e às mãos das pessoas. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Pedro Soares

Escravatura e tráfico humano – mais vale prevenir…

“A noite de ontem foi melhor do que as anteriores para os 23 nepaleses que o SEF resgatou em Almeirim, em estufas de morangos. Dormiram em casas de abrigo onde lhes foi devolvido o estatuto de pessoas que lhes fora negado pelos traficantes que os trouxeram para Portugal”. Por Alberto Matos, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

As rendas da energia

Por Adelino Fortunato, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Cidades Amigas dos Animais

Por Maria Manuel Rola, Alexandra Pereira e Jorge Gouveia Monteiro, que estarão no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

Florestas prestadoras de serviços públicos

Para além dos bens com valor de mercado, a floresta está na base da prestação de um vasto conjunto de serviços essenciais à manutenção de todas as formas de vida. Desta forma, cabe a todos os cidadãos a responsabilidade de a conservar e proteger. Por Paulo Pimenta de Castro, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Foram diferentes os Maios

Por Joana Lopes, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Luís Leiria apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Avanços e retrocessos dos governos “progressistas” na América Latina

Luís Leiria apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: website da Câmara Municipal de Pombal

Habitats seminaturais da mata nacional de Leiria - que futuro?

A Mata Nacional de Leiria foi, até ao incêndio de outubro de 2017, a maior e mais emblemática floresta litoral de Portugal continental, constituída maioritariamente por pinheiro-bravo. Por Sónia Guerra, que estará no Fórum Socialismo 2018, em setembro, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: página de Facebook de Ricardo Paes Mamede.

Motivos para cancelar contratos de prospeção e exploração de petróleo

Três motivos pelos quais o Estado deve cancelar os contratos de prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal. Postado em Ladrões de Bicicleta por Ricardo Paes Mamede, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Criação monetária endógena e o nexo poupança investimento

No que à relação de causalidade entre poupança e investimento diz respeito, um enorme fosso continua a dividir os economistas. Por Paulo Coimbra, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

Pelo direito à morte assistida

Texto de Bruno Maia, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Mais guerras, menos armas? Hummm...

 José Manuel Rosendo apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

A democracia líquida e a estratégia Matrioska: será que os russos determinam as eleições por todo o lado?

Francisco Louçã apresenta aqui o tema da sua sessão no Fórum Socialismo 2018, que tem lugar no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

O Fórum Socialismo 2018 realiza-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.  

História do movimento LGBTI – uma encruzilhada de oportunidades

Preferimos não falar da homofobia. Preferimos ignorar que sair à rua de mão dada com alguém, não é o mesmo para mim, gay, ou para ti, heterossexual. Que sair do armário em Lisboa é diferente de sair do armário em Leiria. Por Bruno Maia, que estará no Fórum Socialismo 2018.

Fotografia: TV KLELE, televisão comunitária na Guiné-Bissau.

Televisão comunitária como meio de desenvolvimento

A TV Comunitária é uma alternativa e, porque não, um complemento, às emissões feitas pelas estações de TV comercial e pública. Por Andrzej Kowalski, que estará no Fórum Socialismo 2018, a realizar-se no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (IV): o sofisma da oposição forma-conteúdo

A música não permite escapar à concretude da matéria sonora. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (III): no canto não há neutralidade

As canções são, como qualquer forma de arte, um meio de expressão de sentidos e de emoções. Na música, como em qualquer linguagem, o descompromisso leva à solidão e ao embrutecimento. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Esquerda.net

A oficina da canção (II): criação partilhada em diferido

As condições materiais da gravação de canções em disco determinam decisões estéticas, técnicas e éticas. É um tripé que cai fatalmente se lhe faltar um dos pés. O produtor (“producer”) decide, através do ‘como’, ‘o quê’ passa para o lado de lá. Por José Mário Branco, que estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria.

Fotografia: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Um exemplo de arte e resistência: mulheres fotógrafas na Palestina

Sofia Roque estará no Fórum Socialismo 2018, que se realiza no primeiro fim de semana de setembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria. A fotografia e a Palestina serão o pretexto para dar a conhecer cinco mulheres artistas, cuja obra é exemplo de uma conciliação emancipatória: a que reúne o poder da imagem e a experiência de um corpo que resiste num território ocupado.