O Bloco classificou o processo movido a Francisco Louçã, pelo ex-presidente do Conselho de Administração do BCP, como "uma ameaça sem significado e inaceitável, que pretende limitar a liberdade de expressão".
Paulo Teixeira Pinto, o ex-presidente do Conselho de Administração do BCP apresentou uma queixa-crime contra Francisco Louçã por difamação e calúnia, por este ter comentado no dia 5 de Outubro que uma iniciativa da Causa Real – o desembarque no Terreiro do Paço e um cortejo nocturno aos gritos de “Viva a Monarquia” – era uma acção “patusca” promovida por um “banqueiro milionário” associado ao período do colapso da liderança do BCP, cujas práticas originaram mesmo uma acusação do Ministério Público a cinco dos seus administradores.
Em comunicado, o Bloco de Esquerda recorda que “o próprio BCP já identificou, em comunicação ao mercado de valores, perdas no valor de centenas de milhões de euros referente ao período de administração de Jardim Gonçalves e de Teixeira Pinto”.
Além disso, o Bloco também refere que “Teixeira Pinto preside agora à Causa Real, um grupo de saudosistas monárquicos sem expressão política relevante” e por isso considera esta acção criminal como “uma ameaça sem significado e inaceitável”.