Ministra quer manter avaliação no concurso

17 de abril 2010 - 13:18
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Ministra reabriu conflito com professores a propósito da avaliação. Foto José Goulão/FlickrIsabel Alçada garantiu que não vai mexer no concurso de colocação de professores, que inclui como critério o resultado obtido através do modelo de avaliação derrotado. Mas o parlamento está contra a decisão.

"Defendemos e vamos manter que tanto no desenvolvimento da carreira profissional como nos concursos dos professores a avaliação de desempenho tem de ser um dos factores e um critério de ponderação", afirmou Isabel Alçada esta sexta-feira, na Exponor.



Os sindicatos não se conformam com a decisão da ministra Isabel Alçada de incluir o resultado do tão contestado modelo de avaliação dos professores como critério de graduação dos candidatos às colocações. E dizem que nas negociações foi dado a entender que este ano tal não seria aplicado, dadas as acções de protesto que passaram, por exemplo, pela atribuição da mesma nota de "Bom" a todos os professores nalgumas escolas, ou simplesmente à não avaliação dos docentes noutros estabelecimentos de ensino. Agora, todos esses serão prejudicados face a colegas de outras escolas onde foram preenchidas as quotas de "Muito Bom" e "Excelente".



"Estamos a falar de situações em que um valor pode fazer a diferença entre o emprego e o desemprego", diz Mário Nogueira, o líder da Fenprof que organiza na segunda-feira a partir das 17h concentrações em frente ao ministério na Av. 5 de Outubro e das Direcções Regionais de Educação do Norte, Centro, Alentejo e Algarve.



No abaixo-assinado que circula entre os professores, diz-se que "é inaceitável que uma situação que o próprio Ministério da Educação reconhece ter sido caótica conduza a situações de injustiça irreparáveis". Isabel Alçada também é visada neste protesto dos professores, para quem o Ministério "tem plena consciência do que se passou e sabe das injustiças que tal provocaria".



Os argumentos dos professores convenceram todas as bancadas parlamentares na reunião dos sindicatos com a Comissão Parlamentar de Educação. "As palavras dos deputados presentes foram sempre no sentido positivo, ou seja, de preocupação com a situação e de disponibilidade para que se encontre uma solução. A FENPROF fica, por isso, a aguardar que as diligências que o Senhor Presidente da Comissão fará junto do M.E. surtam o efeito desejado, ou seja, que a avaliação não conte para este concurso", disse a Federação em comunicado.


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