O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses diz ter conhecimento de ordens para não prorrogar contratos a 20 por cento dos enfermeiros do distrito de Santarém. A Administração Regional de Saúde admite que há sete enfermeiros que não terão novo contrato e culpa "as quotas disponíveis".
O Sindicato (SEP) diz que estão em causa as prestações de cuidados de enfermagem nos Centros de Saúde de Abrantes, Benavente, Cartaxo, Entroncamento, Salvaterra de Magos, Rio Maior e Torres Novas. E assinala que os cortes no pessoal não são para todos, já que no seu entender "a orientação da ARSLVT tem uma salvaguarda: prioridade máxima de não redução de enfermeiros nas Unidades de Saúde Familiares".
Para o SEP, esta medida é um exemplo de que o governo "discrimina as populações em função das suas prioridades políticas", penalizando os Centros de Saúde. "O Governo que utiliza milhões dos contribuintes para “salvar” a alta finança e as gestões corruptas, é o mesmo governo que impõe reduções e cortes nos recursos humanos alocados à saúde (no caso, enfermeiros), afinal os que garantem as prestações de cuidados de
saúde aos portugueses", afirma o comunicado do SEP.
Por seu lado, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo diz que "é absolutamente falso" que essa orientação tenha existido e que a decisão tomada foi a de não renovar “um total de sete contratos na área da enfermagem, face às quotas disponíveis para a renovação dos contratos”. A ARSLVT afirma ainda que “nenhuma das Unidades de Saúde Familiar verá qualquer contrato de enfermagem não-renovado”, o que vai ao encontro das denúncias do SEP, que responsabiliza o Governo, o Ministério da Saúde e a ARSLVT “pelas consequências desta situação”, reafirmando que “os enfermeiros são necessários nos centros de saúde onde estão”.