Cavaco Silva quis derrubar Santana Lopes, aliou-se a Sócrates e depois desaliou-se, atacou Marcelo Rebelo de Sousa, tudo sempre pela mesma razão, a sua tutela do PSD.
Vale a pena perguntar qual a razão por que o Governo nunca discutiu os PEC com a esquerda. Foi por saber que com a esquerda não havia negociação possível de uma estratégia tão cruel.
O abuso pela banca é a triste sina que nos está marcada na pele como um ferrete de servidão. Eles voltaram e, protegidos pela internacionalização do capital, fazem o que querem.
O pântano tornou-se a forma de governar da maioria absoluta, que nem sabe nem quer sair disto. António Costa, como já se percebeu, é o padrinho do populismo e está orgulhoso do seu papel.
O sistema de justiça está a ser transformado num perigo democrático e quem, dentro desse sistema, se revolta contra esta condenação não tem instrumentos para parar a torrente destrutiva.
A proposta de um sistema de controlo pessoalizada exige um novo mundo de bufaria e de medo. Esse novo mundo já chegou e não vamos ser poupados a esta indignidade.
Tornou-se rotina o modo trôpego como se fazem escolhas, o vira das medidas anunciadas, o truque dos iscos para distraírem a opinião pública, tudo repetido de novelas anteriores.
O Estado está degradado por décadas de incúria, incompetência e modorra. E se fosse só isso. O problema mais profundo é mesmo a escolha: as políticas públicas são destroçadas por estratégia.
Tudo se resume a um princípio: o salário é a variável de ajustamento para o aumento do lucro, que garantirá a prosperidade e o investimento e a abundância de rios de leite e mel.