Bruno Maia

Bruno Maia

Médico neurologista, ativista pela legalização da cannabis e da morte assistida

Pelo respeito e pela tolerância daqueles que mais sofrem, precisamos de resolver este assunto de vez. E para isso só há um caminho: despenalizar a morte assistida, o quanto antes.

Mil novecentos e oitenta e três é o ano em que o tal “cancro gay” terá chegado a Portugal, é também o nome da exposição de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira que está a decorrer na galeria “Rialto 6”, até Abril. Artigo de Bruno Maia

Passaram 30 anos e o Padre Mário desapareceu. Mas viverá nos ensinamentos de solidariedade desassombrados, que me deu a mim e a todos aqueles miúdos de 11 anos, agora adultos.

Sem a capacidade para influenciar as políticas do governo à mesa das negociações – aquelas que o PS recusou a partir de 2019, o que resta à esquerda fazer para defender o SNS? Bem, na verdade resta tudo, resta o mais importante: mobilização social!

As propostas para a saúde de muitos sectores da direita estão, cientificamente, erradas. Nenhuma está mais errada do que a proposta da Iniciativa Liberal para transformar o SNS num sistema do tipo “Bismarck”.

A cada segundo que passa, Pfizer e Moderna lucram 880€ pela venda das vacinas. Ao contrário do que prometem os arautos do mercado livre, o aumento da produção e a concorrência não baixaram os preços das vacinas.

Era bom que começássemos todos a pensar no nosso futuro coletivo e que não fosse necessária outra pandemia para nos lembrarmos que os nossos mais velhos merecem viver em dignidade. Até porque, num piscar de olhos, nós seremos esses “mais velhos”!

O Orçamento de Estado apresentado pelo PS, que lhe valeu elogios de muitos sectores de direita por “ser o mais à esquerda de sempre” – Marques Mendes dixit, merece ser analisado mais profundamente. Vamos à saúde.

A Ministra quer começar a exclusividade por aqueles a quem já a propôs, a retirou e agora quer propor novamente...! O regime de exclusividade que agora pulula nos Orçamentos do Estado já existiu no passado mas foi abandonado... precisamente num Governo do PS em 2009!

Nas últimas décadas, a empresarialização dos hospitais convocou um movimento intenso de outsourcing de serviços. Mais ainda: a empresarialização multiplicou o recurso ao trabalho temporário dos próprios profissionais de saúde.