Na manhã desta segunda-feira, não faltou quem abordasse Mariana Mortágua para lembrar “que houve no país quem tivesse cortado pensões, quem tivesse penalizado as pensões antecipadas, quem tivesse tornado a vida dos idosos muito mais difícil”. Assim como para lembrar que houve também no país quem, no passado, tivesse aumentado pensões, quem tivesse “trazido mais justiça a quem começou a vida a trabalhar ainda criança, retirando a penalização da pensão”.
“A direita, o PSD, cortou as pensões e essa memória não pode ser apagada. Muitos idosos foram atirados para a pobreza por causa dessas decisões”, frisou a coordenadora do Bloco.
Apontando que “persistem situações de empobrecimento e injustiça nas pensões”, Mariana Mortágua recordou as propostas do Bloco “para aumentar as pensões e para combater o empobrecimento das pessoas mais idosas, a começar com o aumento das pensões com 20 anos de descontos para o limiar da pobreza, de 590 euros”.
“É preciso fazer justiça com quem trabalhou uma vida inteira e hoje tem uma pensão que não lhes permite sequer sair da pobreza”, defendeu. A líder bloquista referiu, inclusive, que muitos idosos ainda trabalham. “Recebem a sua pensão mas ela é simplesmente insuficiente para os retirar da pobreza ou para os retirar de uma vida de trabalho” praticamente até ao fim dos seus dias, explicou.
Mariana Mortágua avançou que o partido quer também “acabar com o corte do fator de sustentabilidade, porque ele é uma dupla penalização para quem se reformou antecipadamente”. “E acabá-lo para quem ainda se vai reformar, bem como para quem já se reformou, durante a altura da troika, com regras muito injustas”, acrescentou.
A coordenadora do Bloco fez também referência à proposta do Bloco sobre a comparticipação a 100% de medicamentos para toda a gente que não ganhe o salário mínimo nacional. Esta não é, conforme assinalou, uma medida apenas para os mais idosos, mas afeta-os em particular.
Mariana Mortágua considera “indigno” que os mais idosos, tendo pensões tão baixas, tenham de “escolher ir à farmácia ou fazer as compras do mês”.
E se, de facto, “a direita foram os cortes nas pensões”, o PS em 2015 queria mantê-las congeladas, recordou a dirigente bloquista.
“Foi possível fazer aumentos das pensões em Portugal por causa dos votos no Bloco, e é isso que vai voltar a acontecer. São os votos no Bloco que permitem tirar o país de impasses e trazer soluções justas que o país pode dar, tem condições para dar, e que é justo que dê”, enfatizou Mariana Mortágua.