No passado dia 30 de maio duas mulheres foram agredidas por um grupo de homens durante um ataque homofóbico numa viagem de autocarro em Londres.
Em declarações à BBC, Melania Geymonat, de 28 anos de idade, descreveu o assédio vivido no autocarro e a agressão sofrida após a sua recusa em beijar a namorada a pedido dos agressores.
Melania e a sua namorada Chris, de 29 anos, precisaram de tratamento, mas a violência sofrida não as amedrontou e à saída do hospital afirmaram ao jornal The Guardian que não iriam ser intimidadas a esconder a sua orientação sexual, responsabilizaram a subida do populismo de extrema direita pela crescente onda de crimes de ódio e apelaram às pessoas para serem solidárias.
Ambos os órgãos de comunicação citam dados da Polícia Metropolitana que confirmam o aumento de crimes de ódio. Em Londres, em 2014, foram registados 1.488 ataques homofóbicos e no ano passado o número de ataques subiu para 2.308 levando o governo a lançar um plano para melhorar as vidas e segurança da comunidade LGBTI+ no Reino Unido.
Entretanto, a polícia metropolitana confirmou a detenção de cinco suspeitos, com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos de idade, pelos crimes de roubo e danos corporais graves.
Jeremy Corbyn disse que “Não podemos, e não vamos aceitar esta violência homofóbica e misógena na nossa sociedade. Solidariedade com a Melania e a Chris, e com todas as pessoas na comunidade LGBT+ por tudo o que enfrentam simplesmente por serem quem são.”
O mayor da cidade de Londres, Sadiq Khan, incentivou as testemunhas a prestarem declarações, sobre o que considerou ser um “nojento ataque misógino”. “Os crimes de ódio contra a comunidade LGBTI+ não serão tolerados em Londres” disse.