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Vigília e manifestação pedem mais apoio para Centros de Apoio à Vida Independente

A vigília terá a duração de três dias e terminará com uma marcha de protesto a ter lugar no dia 5 de maio, em Lisboa. Manifestantes reivindicam mais apoios, melhores acessibilidades e políticas de promoção da empregabilidade.
Vigília e manifestação pedem mais apoios para Centros de Apoio à Vida Independente

Tem hoje início uma vigília de três dias organizada pelo Centro de Vida Independente. A vigília tem por objetivo chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência e das suas famílias. A ação de três dias pretende reivindicar um reforço do orçamento para a constituição de Centros de Apoio à Vida Independente.

Em declarações à agência Lusa, um dos membros da direção do Centro de Vida Independente explicou que estas reivindicações sobre a vida independente são “novas, urgentes e emergentes”, aproveitando para criticar o valor de 1,4 milhões de euros definido para a constituição de cada Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI). Trata-se de um “orçamento claramente insuficiente para as necessidades expostas pelas associações”, afirmaram.

“Pretende-se fazer uma espécie de apoio domiciliário ‘gourmet’ porque não há horas suficientes nem capital investido para proporcionar a qualidade e as horas necessárias para as pessoas com diversidade funcional, e essa é a nossa maior reivindicação”, argumentou a ativista Diana Santos.

Para a ativista, seriam no mínimo necessários cinco milhões de euros por CAVI para cumprir o estipulado, ou seja, “até 40 horas semanais para 70% dos utilizadores, mais de 40 horas semanais, até um limite de 24 horas por dia para os outros 30%”. Diana Santos afirmou estarem previstos CAVI que irão apoiar 50 ou mais pessoas, embora o orçamento não aumente dos 1,4 milhões de euros para três anos, isto apesar do aumento dos utentes apoiados. Os atrasos observados em relação aos CAVI está na origem da convocação desta vigília, uma vez que inicialmente estava prevista apenas a manifestação no dia 5 de maio.

Entre as outras reivindicações dos manifestantes, encontram-se as acessibilidades, políticas de acesso a uma escola “realmente inclusiva”, políticas de promoção de empregabilidade, “que não existem”, apoios para as famílias, além de uma” política justa de atribuição de ajudas técnicas”.

Diana Santos afirma esperar que todas as associações de defesa das pessoas com deficiência se associem, embora reconheça que as difíceis acessibilidades possam dificultar a participação das mesmas.

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