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Vigilantes Privados: Comansegur “humilha Governo e insulta trabalhadores”

Em comunicado, o Grupo de Vigilantes de Segurança Privada agradece o empenho do Bloco “em defesa dos direitos dos trabalhadores” e saúda a posição da ministra do Trabalho. Profissionais defendem que a resposta da empresa é “um ultraje” e alertam que “é de máxima urgência que se alcance uma resolução”.
Foto publicada na página de Facebook dos Vigilantes da Segurança Privada.

“Encontramo-nos incrédulos com a posição tomada pela Comansegur após ter conhecimento da nota de imprensa da Senhora Ministra, uma vez que humilha o Governo e a Senhora Ministra, e insulta os vigilantes afirmando que os mesmos estão a incorrer na prática de contra ordenações e crimes”, lê-se no comunicado do Grupo de Vigilantes de Segurança Privada.

Os trabalhadores consideraram que “é manifestamente um ultraje, ofende a dignidade de quem pelo seu profissionalismo e perseverança lutou é luta contra o ‘faroeste’ que algumas empresas pretendem instalar em Portugal, além de colocar em causa a competência e credibilidade dos governantes escolhidos democraticamente por todos nós”.

“É de máxima urgência que se alcance uma resolução”, alertam, sublinhando que “a postura da Comansegur é insustentável”.

Numa nota à comunicação social divulgada na segunda-feira, o Ministério do Trabalho é taxativo: “o Governo reitera que os trabalhadores que prestam atualmente serviços de vigilância nos organismos do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) mantêm todos os direitos caso pretendam manter-se nos locais onde trabalham, passando para as empresas que venceram os concursos de prestação de serviços de vigilância”.

Há somente uma empresa [a Comansegur] “que manifestou publicamente a intenção de não cumprir as obrigações resultantes do contrato celebrado, tendo-lhe sido dado um prazo de 10 dias para assegurar a transmissão dos contratos de trabalho da anterior empresa”, informa o MTSSS.

Em resposta ao Esquerda.net, a empresa frisa que só acatará as decisões transitadas em julgado e que não reconhece “ao Governo qualquer mínimo ou, sequer, a aparência de legitimidade para exigir o que quer que seja em matéria de interpretação da Lei”.

A Comansegur deixa, no texto, várias acusações ao Governo e, concretamente, a Ana Mendes Godinho.

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