A vereadora do PSD com o pelouro do Conhecimento e Coesão Social é administradora de uma empresa familiar – a António Silva Rego - suspeita de ter sido indevidamente reembolsada pelo Estado em sede de IVA no montante de 4,8 milhões de euros.
Guilhermina Rego será presente a julgamento conjuntamente com mais 16 arguidos, que respondem em tribunal por terem provocado um avultado prejuízo ao Estado, entre 1999 e 2003, mediante um esquema de facturas falsas em negócios de sucata, e sobre os quais pesam as acusações de associação criminosa e fraude fiscal.
No inicio de 2010, a vereadora do Conhecimento e Coesão Social da Câmara do Porto, negou o seu envolvimento no processo, alegando nunca ter gerido a empresa. Guilhermina Rego distribuiu uma carta à comunicação social na qual referia que herdou a empresa, não tendo quaisquer responsabilidades, e que tudo não passaria de uma “cabala”.
Em comunicado então enviado à agência Lusa, a Câmara do Porto admitiu que conhecia o processo, mas afirmou que não existiria qualquer envolvimento de Guilhermina Rego, tendo o autarca Rui Rio mantido a confiança política na vereadora.