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Utentes da Linha do Oeste vão manifestar-se contra supressão de comboios

A Comissão de Defesa da Linha do Oeste convocou uma manifestação para 26 de julho junto ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas.
Foto Nuno Morão/Flickr

“A situação bateu no fundo na última sexta-feira, em que circulou na linha o mínimo possível de comboios, com apenas uma composição a efetuar o percurso”, denunciou este domingo à agência Lusa José Rui Raposo, porta-voz da Comissão de Defesa da Linha do Oeste, na ação de denúncia junto à estação de S. Martinho do Porto, no concelho de Alcobaça.

A Comissão anunciou a realização de uma manifestação em Lisboa, no dia 26 de julho junto ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas, para exigir “uma solução urgentíssima para este problema”. A Câmara de Alcobaça e a Junta de Freguesia de S. Martinho do Porto apoiam a mobilização e “vão disponibilizar autocarros para transportar pessoas para essa concentração”, disse José Rui Raposo.

A falta de material circulante tem sido o argumento da CP para substituir comboios por autocarros nos percursos desta linha ferroviária que liga o Cacém a Coimbra. A decisão provoca atrasos de várias horas e alterações nos itinerários, levando a que “nalgumas localidades as paragens não sejam feitas junto às estações, deixando os passageiros noutros locais”.

Os utentes já entregaram uma petição na Assembleia da República a denunciar a situação e temem que ela se agrave em setembro, “quando reabrirem as escolas e os alunos não puderem contar com o comboio como alternativa”. A alteração de horários anunciada pela CP para vigorar a partir de 5 de agosto também preocupa os utentes por poder vir a representar a supressão de comboios, entre os quais os interregionais, “matando por completo a ligação direta entre as Caldas da Rainha e Coimbra e aumentando o tempo de percurso”.

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