João Pascoal, do conselho geral da Federação Nacional do Setor Financeiro – FEBASE e Sérgio Monte, vice-presidente da UGT e Secretário-geral do SITRA – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes não poupam argumentos contra o acordo.
“O acordo traduz grosso modo as medidas que estão no memorando da troika”, diz Sérgio Monte. Para o vice-presidente da UGT, a central, o movimento sindical e o SITRA em particular não tinham nenhum compromisso com o memorando da troika e por isso não tinham de o transformar num acordo.
Na opinião de João Pascoal, o acordo de concertação é contra os trabalhadores a nível global e individual. “É um acordo que favorece os despedimentos, que favorece e permite trabalhar mais por menos dinheiro, vai limitar todo o trabalho extraordinário, pagando muito menos, vai limitar o respeito pelo horário de trabalho, permitindo desregulá-lo a prazer das entidades patronais, desrespeitando tudo o que é a contratação coletiva.”
Sérgio Monte lembra que “têm-nos dito sempre que é a inflexibilidade da legislação laboral a grande causadora de não haver desenvolvimento e crescimento económico, mas o que é facto é que na última década já se fizeram três ou quatro alterações às leis de trabalho, sempre a favor das empresas, e a situação não melhorou.”
“Nós, sindicalistas da banca”, diz João Pascoal, que somos eleitos em várias estruturas da UGT e da FEBASE, pronunciamo-nos contra este acordo e iremos fazer uma campanha para que ele seja rasgado e que não seja passado a lei.”