A plataforma Uber anunciou que irá eliminar cerca de 3.000 postos de trabalho como consequência da redução de procura devido à pandemia da Covid-19. Esta informação surge apenas uma semana depois de a plataforma de transporte anunciar que iria suprimir 3.700 postos de trabalho.
As medidas, um pouco por todo o mundo, que restringem as deslocações de cidadãos, afetaram a plataforma virtual e, para além da redução de trabalhadores, também conduzirá ao encerramento de cerca de 45 escritórios em todo o mundo e na redução dos investimentos noutros setores.
"Dado o impacto dramático da pandemia e a natureza imprevisível de uma eventual recuperação, vamos concentrar os nossos esforços nas principais plataformas de mobilidade e de entregas e estamos a redimensionar a empresa para que ela corresponda à realidade dos negócios", afirmou o diretor-geral da Uber, Dara Khosrowshahi, numa mensagem enviada à AFP e divulgada em Portugal pela agência Lusa.
Esta onda de despedimentos irá afetar aqueles que trabalham diretamente para a Uber. Os motoristas, sejam os das plataformas de transportes motorizados ou de entrega de refeições, não trabalham diretamente para a aplicação e por isso não são contabilizados nestes cálculos. A eliminação de empregos vai concentrar-se nas equipas de atendimento ao cliente e contratações.
Desde o início da pandemia da Covid-19, a Uber despediu cerca de um quarto dos seus trabalhadores, juntando agora mais 3 mil novos desempregados. Segundo o mesmo comunicado, a empresa afirma que “espera” que o despedimento de cerca de 6.700 trabalhadores diretos resulte “numa poupança anual de mil milhões de dólares” americanos.
“Já o disse anteriormente: a esperança não é uma estratégia de negócio”, disse o diretor executivo da Uber, Dara Khosrowshahi, ao comentar o impacto da pandemia da Covid-19 nas diferentes áreas de negócio da empresa e o despedimento de todos estes trabalhadores diretos.