Esta semana, Trump defendeu novas restrições ao aborto no final da gestão. O tema divide a política norte-americana há muito tempo, apesar de o procedimento ter sido legalizado por um veredito da Suprema Corte há mais de 40 anos.
Atualmente, as leis sobre o aborto no final da gestação variam de Estado para Estado. Trump criticou uma lei do Estado de Nova Iorque aprovada no mês passado. A lei em questão concede proteções ao direito ao aborto, o que inclui o aborto no final da gestação quando a vida da mãe está em perigo. Para Trump, a possibilidade de vida de um feto está acima da vida da mulher grávida.
Num discurso mais emotivo do que racional, sem grandes argumentos apresentados, Trump afirmou que os parlamentares do Estado de Nova Iorque “vibraram de alegria” com a lei, “que permitirá que um bebé seja arrancado do útero da mãe momentos antes do nascimento”, não dizendo uma palavra sobre a forma de resolver os casos de gravidez de risco ou sequer um mínimo de preocupação com as vidas destas mulheres.
Bernie Sanders considerou este “um dos mais extremos ataques anti-mulheres” da extrema-direita. “Numa altura em que vemos uma ataque coordenado e sem precedentes contra o direito das mulheres a escolherem, temos de lutar para garantir que todas as mulheres têm o direito de controlar os seus corpos”.
Tonight, Trump repeated some of the most extreme anti-women attacks coming from the far right. At a time when we see an unprecedented and coordinated attack against a woman’s right to choose, we must fight to make sure that every woman has the right to control her own body. #SOTU
— Bernie Sanders (@SenSanders) February 6, 2019