A principal exigência que está na base da decisão tomada pelos sindicatos SNPVAC, UILTRASPORTI/FILT - CGIL (Itália), SITCPLA (Espanha), USO (Espanha) e CNE-LBC (Bélgica) é a aplicação das leis nacionais e não da lei irlandesa.
"Acreditamos que a Ryanair tem de ser reestruturada e incorporar, de uma vez por todas, os valores da União Europeia baseados na dignidade humana, liberdade, democracia, igualdade e respeito pela lei”, diz o texto divulgado pelos sindicatos e citado pela agência Lusa.
Outras das reivindicações dos trabalhadores passam pela extensão das condições laborais aos trabalhadores subcontratados, o respeito pelas regras de limitação de voo e de descanso.
A paralisação europeia da Ryanair afetará os voos em Portugal, Itália, Espanha e Bélgica no próximo dia 25 e em Portugal, Espanha e Bélgica, no dia 26.
Ao contrário do que aconteceu com a greve de abril em Portugal, desta vez será mais difícil à empresa ir buscar trabalhadores de outros países para substituírem os grevistas. "Havendo cinco países europeus a realizar a greve, será impossível haver substituição de grevistas, porque não podem ir buscar pessoal a mais lado nenhum", afirmou Bruno Fialho, da direção do SNPVAC.
Para a presidente do SNPVAC, Luciana Passo, as respostas da Ryanair "continuam a ser as mesmas, que é querer impor regras contrárias à lei portuguesa”.