Os tripulantes de cabine da Ryanair em Portugal cumprem, desde as 0h deste domingo de Páscoa, o segundo dia de greve – de três não consecutivos – para exigir que a companhia aérea irlandesa aplique a lei nacional.
Em declarações à Lusa, a presidente do sindicato nacional do pessoal de voo da aviação civil (SNPVAC), Luciana Passo, afirmou que as repercussões da paralisação neste domingo não são maiores, porque a Ryanair foi buscar tripulantes a outras bases.
"Têm saído aviões só com pilotos para irem buscar tripulantes a outras bases", salientou a sindicalista, acrescentando que houve também tripulações de outras bases que chegaram no sábado à noite para efetuar os voos desta manhã e que, além disso, está a ser feito aquilo que denominou de "reversão" do voo. Por exemplo, no caso de Faro, estava previsto os voos Faro-Dublin-Faro, com a reversão, as ligações passaram a ser Dublin-Faro-Dublin.
Segundo o SNPVAC, durante a manhã deste domingo, foram cancelados 11 voos: dos oito previstos no aeroporto Porto, cinco foram cancelados; dos cinco previstos em Lisboa, ; dois foram cancelados, dos sete programados em Faro, saíram apenas três.
Luta para que a Ryanair respeite a legislação laboral portuguesa
Nesta greve de três dias não consecutivos, está em causa o cumprimento de regras sobre a parentalidade, garantia de salário mínimo, retirada de processos disciplinares por motivo de baixas médicas ou vendas a bordo abaixo dos objectivos da empresa.
O SNPVAC convocou a paralisação porque as conversações com a transportadora se “verificaram infrutíferas” no que toca às exigências para aplicar a lei portuguesa, nomeadamente o direito de parentalidade e as baixas médicas.