Tribunal confirma assédio moral a Cristina Tavares

27 de maio 2019 - 16:21

O Tribunal da Feira voltou a condenar a corticeira Fernando Couto por assédio moral à operária Cristina Tavares, mantendo a coima de 31.110 euros por uma “contraordenação muito grave", que tinha sido aplicada pela ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho).

PARTILHAR
Cristina Tavares foi despedida pela corticeira Fernando Couto em janeiro passado, pela segunda vez, “em mais um episódio do processo de tortura física e psicológica de que está a ser vítima”
Cristina Tavares foi despedida pela corticeira Fernando Couto em janeiro passado, pela segunda vez, “em mais um episódio do processo de tortura física e psicológica de que está a ser vítima”

Segundo o “Jornal de Notícias”, a juíza decidiu como totalmente improcedente o recurso apresentado pela empresa, "condenando-se a arguida [Fernando Couto S.A.] pela prática da contraordenação muito grave".

A empresa e o seu presidente do conselho de administração terão que pagar a multa solidariamente e a empresa tem de publicitar a decisão do tribunal.

Segundo a Lusa, o presidente do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN), Alírio Martins, manifestou satisfação com a decisão, alertando, no entanto, que a empresa ainda pode recorrer para o Tribunal da Relação. A empresa quer continuar a penalizar a operária, anunciando que vai recorrer.

José Soeiro
José Soeiro

A outra Cristina

13 de janeiro 2019

Alírio Martins salientou que “aquilo que hoje ficou decidido relativamente ao primeiro auto de notícia pela ACT era aquilo que já se detetava no terreno” e acrescentou: “Não esperávamos outra coisa que não este resultado, ou seja, a empresa ser incriminada nesta questão”.

O advogado do sindicato, Filipe Soares Pereira, disse que esta decisão do tribunal terá influência no processo de impugnação do despedimento da trabalhadora, que vai começar a ser julgado em junho.

“Grande parte dos factos que estão na defesa da autora estão aqui neste processo e isso vai ter que ser tido em conta, naturalmente”, sublinhou o advogado.

Facebook video
Facebook