A partir desta segunda feira, 27 de fevereiro, a Transtejo põe em prática o seu plano de reduções das ligações fluviais nas 5 carreiras que ligam Lisboa e a Margem Sul.
Os trabalhadores do grupo, composto pelas empresas Transtejo e Soflusa, condenam a redução de carreiras, considerando-a um erro contra o serviço público. Os trabalhadores da Soflusa, que faz a ligação entre Barreiro e Terreiro do Paço, realizam um plenário nesta segunda feira, paralisando por isso a atividade entre as 13.25 e as 16.50 horas. Os trabalhadores da Transtejo, que garante as outras quatro ligações fluviais, realizam plenário na quarta feira, 29 de fevereiro, paralisando a atividade entre as 14.50 e as 16.50 horas. Nesses plenários, os trabalhadores poderão marcar novas greves.
As reduções nas diferentes carreiras são as seguintes:
Na carreira entre Terreiro do Paço e Barreiro são cortadas 6 ligações por dia (3 em cada sentido), ao sábado são cortadas 16 ligações (8 em cada sentido) e ao domingo 22 (11 em cada sentido).
Na carreira entre Cais do Sodré e Cacilhas são cortadas 8 ligações por dia (4 em cada sentido) e ao fim de semana são reduzidas 18 ligações (9 em cada sentido) em cada dia dia (sábado e domingo).
Na carreira entre Cais do Sodré e Montijo são reduzidas 4 ligações (2 em cada sentido) por dia, tanto durante a semana como ao fim de semana.
A carreira entre Cais do Sodré e Seixal é a que sofre mais cortes durante a semana: 10 por dia (5 em cada sentido, três das quais entre as 10:05 e as 15:30 e duas entre as 19:05 e as 20:30. Ao fim de semana os cortes são de 12 ligações por dia (6 em cada sentido).
A carreira entre Belém e Trafaria vai sofrer o corte de 4 ligações (2 em cada sentido) e ao fim de semana 6 por dia (3 em cada sentido).
A Câmara do Seixal também está contra a redução de carreiras e, segundo a agência Lusa, enviou na sexta-feira um ofício ao ministro da Economia e do Emprego em que demonstra o seu desagrado com a decisão.