Não obstante se prever o fim de 23 carreiras da Carris, das ligações da Transtejo para a Trafaria e Seixal e para o Montijo ao fim de semana, ao mesmo tempo que se aponta para que os outros serviços, incluindo o Metro, encerrem mais cedo, o documento prevê ainda a simplificação tarifária.
Segundo a proposta, será criado um passe Cidade e um bilhete Cidade e uma tarifa plana, que permita usar a Carris e Metro pagando o mesmo.
Nos serviços da CP, é proposta a criação de "tarifas por zona, independentemente da linha ou percurso". Ao todo, o grupo de trabalho prevê a eliminação de 114 passes combinados da CP, Carris, Metro, Rodoviária de Lisboa, Transtejo, TST e Vimeca.
O Movimento de Utentes de Defesa dos Serviços Públicos de Alcochete afirmou esta segunda-feira que a eliminação dos 114 títulos de transporte na Área Metropolitana de Lisboa fará subir os preços dos bilhetes.
Em comunicado enviado à agência Lusa, o movimento sublinha que “a simplificação tarifária nos transportes públicos proposta pelo grupo de trabalho que estuda a reestruturação do sector vai levar a que muitos utentes passem a pagar mais entre 10% e 25% pelos transportes face ao que pagam hoje".
Para o Movimento de Utentes de Defesa dos Serviços Públicos de Alcochete, o que o grupo de trabalho pretende é “eliminar a duplicação da oferta entre autocarros e metros, acabar com a oferta de transportes públicos em zonas onde existam operadores privados e reduzir custos nem que seja à força".
No que respeita aos utentes que utilizam o passe ‘Metro 30 dias’, que implica uma despesa mensal de 23,90 €, a aquisição do passe combinado Metro/Carris representaria uma despesa de 33,85 €. A diferença é de 9,95€, o equivalente a um acréscimo de 41%.