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Trabalho do Bloco em Lisboa “mudou o paradigma” na resposta aos sem-abrigo

Catarina Martins e Beatriz Gomes Dias visitaram a casa de uma pessoa integrada no projeto “Housing First”, que visa dar casa e autonomizar pessoas que estavam antes numa situação sem-abrigo. Catarina afirma que o Bloco está a mudar a política autárquica, sublinhando que o partido “nunca desiste de um acordo que possa melhorar a vida das pessoas”.
Catarina Martins e Beatriz Gomes Dias na visita à casa da pessoa integrada no projeto "housing first" - Foto de Andreia Quartau
Catarina Martins e Beatriz Gomes Dias na visita à casa da pessoa integrada no projeto "housing first" - Foto de Andreia Quartau

Catarina Martins afirmou esta quarta-feira que “o Bloco de Esquerda está a mudar a política autárquica em Lisboa e em todo o país”, após a visita, acompanhada pela candidata Beatriz Gomes Dias, à casa de uma pessoa que está integrada no projeto “Housing First”, que foi dinamizado em Lisboa pelo vereador do Bloco de Esquerda, Manuel Grilo, responsável pelo pelouro dos Direitos Sociais e da Educação.

“O problema dos sem-abrigo não está resolvido, sabemos que há ainda 350 pessoas a dormirem na rua em Lisboa e queremos dialogar com elas. Metade dessas foram parar à rua no tempo da pandemia em 2020, mas há 2.000 pessoas em acolhimento temporário”, assinalou Catarina Martins, acrescentando que o projeto “Housing First”, passou de um pequeno projeto de 50 casas para ter atualmente 340 casas.

A coordenadora do Bloco defendeu que o projeto deve prosseguir, sublinhando que “o Bloco de Esquerda na Câmara de Lisboa mudou a política”. E lembrou que antes “só ouvíamos falar das pessoas sem-abrigo quando se falava do jantar de Natal ou da abertura das estações do metro nos dias de muito frio”.

“Mudar o paradigma, mostrar que as autarquias podem fazer melhor, tem sido, julgo, o trabalho extraordinário que o Bloco de Esquerda tem feito na Câmara de Lisboa, o que não aconteceria se houvesse maioria absoluta do PS”, destacou Catarina Martins, acrescentando que “nenhum dos outros partidos, que teve responsabilidade, quis alguma vez fazer esta mudança de paradigma, na forma como cuidamos das pessoas mais vulneráveis na nossa sociedade”.

Bloco de Esquerda nunca desiste de um acordo que possa melhorar a vida das pessoas”

Questionada sobre se quer reeditar o acordo de Lisboa, Catarina Martins afirmou que “o Bloco de Esquerda nunca desiste de um acordo que possa melhorar a vida das pessoas” e acrescentou: “Estamos muito interessados em continuar o trabalho que temos tido nos direitos sociais, na educação, em que mudámos paradigmas também”. E sublinhou que “os manuais escolares gratuitos em toda a escolaridade obrigatória começaram na Câmara de Lisboa e passaram para todo o país”.

Acerca de uma eventual abertura para esse acordo por parte de Fernando Medina, Catarina Martins afirmou: “O Partido Socialista nunca teve abertura para acordos. Em 2015 também não queria um acordo parlamentar, queria uma maioria absoluta. Fernando Medina em 2017 também queria uma maioria absoluta. O Partido Socialista quer sempre maioria absoluta”.

“O que determina se depois é possível fazer melhor e ter uma política mais à esquerda, que responde pela vida concreta das pessoas é a força que a esquerda tiver e é a força que o Bloco de Esquerda terá”, sublinhou a coordenadora bloquista.

Projeto fundamental para as pessoas em situação sem-abrigo

Beatriz Gomes Dias explicou o projeto “housing first” é um projeto fundamental “para autonomizar as pessoas que estavam antes numa situação sem-abrigo” e que o vereador Manuel Grilo tem implementado em Lisboa. A candidata à Câmara de Lisboa contou que estes projetos prosseguem as respostas de emergância à situação das pessoas sem-abrigo, num processo de acompanhamento “que estabelece com a pessoa o seu projeto de vida e depois a consecução desse projeto de vida".

“Viemos visitar esta casa onde mora a Heloísa, que esteve numa das respostas de acolhimento de emergência e a partir dessa resposta de emergência foi possível encontrar esta solução, que é uma solução de autonomização”, prosseguiu Beatriz Gomes Dias, sublinhando que “nada é feito sem o consentimento e a participação da pessoa que está a ser acompanhada neste percurso”. “É um percurso fundamental de autonomização”, apontou ainda, acrescentando que é preciso garantir que estas respostas continuem.

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